quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COMO EU GOSTAVA...





Gostava, neste Natal, armar uma árvore
dentro do meu coração e nela pendurar em vez de
presentes, os nomes de todos os meus amigos.
Os amigos de longe e de perto. Os antigos e
os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os
que raramente encontro. Os sempre lembrados
e os que às vezes ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes. Os
das horas difíceis e nos das horas alegres,
Os que sem querer, eu magoei, ou,
Sem querer me magoaram. Aqueles a quem
conheço profundamente e aqueles de quem não me
são conhecidos, a não ser as aparências. Os que
pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus
amigos humildes a meus amigos importantes. Os nomes
de todos os que já passaram pela minha vida.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.
É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.
Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.
Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.
Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.
Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO

APETECE-ME





Teus beijos doces
Que embalam o repouso
Na vontade serena
De juntos estarmos
Em tão grande afeição

Olhares que percorrem
Caminhos secretos
E mãos que leem
O sentir dos corpos
No encaixe perfeito

Quero adormecer
Em teu abraço
E sentir no silêncio
O calor do amor
Suavemente sorrindo…



Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

SINFONIA À BEIRA MAR





Soltamos pensamentos como notas
Banhados numa melodia
Em prazer extremo
De uma sinfonia a dois

Ao sabor da corrente
Vão-se ouvindo
Suaves trinados
Com sustenidos
E Oitavas de silêncios
Na clave de sol do entardecer

As águas calmas deslizam
Como uma valsa
Onde os corpos que se encaixam
E em leveza ondulam

Cinges minha cintura contra teu corpo
Num rodopio de ondas
Imaginando ser uma sereia
Sussurrando a melodia à beira mar…


Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

AMAR É




Ter sem possuir
Num dar e receber

Muitas vezes querer ficar
Mesmo sem ter motivos
Apenas pelo ler do olhar

Saber falar e entender
Como dois corpos que se encaixam
Mesmo pela distância

Precisarem mutuamente
mas não serem dependentes
Num presente mesmo que por vezes ausentes

Mas a coisa mais importante
é aceitar como são
Sem dizer como gostariam que fossem…


Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

LUA





Como nos amámos
à luz do luar
em beijos sôfregos
de desejos incontidos
num querer desmedido
reluzindo nossos corpos

Como te quis
quero
e quererei
cada vez mais

Nossa ânsia voraz
de sermos um só
sob a tua luz
mostrando os contornos
de caminhos
por nós percorridos
desvendados

Como me desejaste
e desejas
cada vez mais

Lua
luz mágica
luz de prata
luz que encanta
e mata quem ama
Neste amor ardente

Oh lua que ciumenta que és
Escondeste-te para não ver nosso amor
Pois aumenta na distância
Voando com a brisa que passa
E trazida p’las ondas da maré


Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

LIVRO D'EMOÇÕES





Livro de tristezas
Emoções
Escrito ao rolar de lágrimas
Incontidas
Com letras de sangue

Uma alma ferida
De angústia
Envelhecida
Fechada, trancada

Risquei
Apaguei
Escrevi
Instantes alienados
Da minha existência

Ah que vontade
Suas páginas rasgar
Para sempre esquecer

Mas o odor da rosa
Se transforma em bálsamo
Na alma sofrida.


Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC