terça-feira, 20 de agosto de 2013

COMO É TRISTE

COMO É TRISTE

Como é triste ver o por do sol
Sem brilhar nos teus olhos,
Sentir a chuva
E não poder alcançar num abraço
Ou ouvir a nossa melodia
E não poder trauteá-la para ti

Como é triste sentar no banco de um jardim,
E não ter o aconchego do teu colo,
Vaguear de mãos nas mãos,
Beijarmo-nos à luz da lua
Esquecendo que estamos a ser vistos
Por olhos de felicidade

Como é triste,
Pois só sucede em sonhos meus…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PORQUÊ...

PORQUÊ...

Nos silêncios das noites
Teus braços me envolvem
Em doces pensamentos

Quando uma lágrima rola,
Uma brisa toca meu rosto
Como uma carícia tua

Sempre que o sol se despede,
Engulo uma dor na minh’alma
Em mãos vazias

Quero gritar as mágoas que sinto
Para o vento as levar,
Mas a voz oculta-se no coração

Queria teus olhos,
Para que lessem meus desejos mais profundos,
Pois só eles sabem desvendar

E uma voz serena
Sussurrando palavras de prazer
Em momentos que páram no tempo

Mas ah distância desleal,
Que usas a saudade que dói
Na solidão d’uma ausência

Porquê?

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

domingo, 18 de agosto de 2013

CANDEEIROS DE SAUDADE


CANDEEIROS DE SAUDADE

Minh’alma aqueceu
Com raios d’um por do sol
Em terra distante

Candeeiros lentamente iluminam
Pensamentos que voam
Levados pela brisa que passa

Extravasam lágrimas de saudade
Contidas, sufocadas
Em noites de solidão

Sangra meu peito dorido
Na cor do sol que acalentou
Fazendo suster
Todo um pranto calado
P’la nostalgia da minha terra…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

SEGREDOS NÃO CONTADOS

SEGREDOS NÃO CONTADOS

Na areia molhada o sol brilha
O mar parece tocar o horizonte
Onde segredos se escondem
E as ondas parecem conta-los
Quando se espraiam

Quero um dia atravessa-lo
Percorrer o desconhecido
Desvendar mistérios

Sentada na areia da praia
Sentindo a brisa que passa
Invade-me uma doce calma e paz
Assim meu espirito voasse na maresia

Praia de serenidade
Como estás vazia
Mas que os silêncios meus que não descubram
Porque os guardo como o mar
Bem dentro da minh’alma…


Fátima Porto