sábado, 2 de agosto de 2014

SENTIMENTOS

SENTIMENTOS

Um passo na imaginação,
Soltam-se dizeres
Num querer em vontades,
De se abraçar emoções

Uma boca que cala,
Sentimentos que se vêm
Numa voz que arrepia
Em lágrimas tolhidas no rosto

Um amor sentido,
Num olhar profundo
Um desejo de ter e ser,
Na distância que faz separar

Uma Saudade na Alma
Com meias palavras segredadas…

Fátima Porto

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ESPERA-ME

ESPERA-ME

Acredito que me aguardes
Em um lugar qualquer,
Durante o luar das noites,
E pelas madrugadas
Até o dia murmurar

Aguarda-me,
Porque estás em meus pensamentos
E enquanto houver esperança,
Nenhum sonho estará perdido,
Mesmo na lembrança de teus caminhos

Aguarda-me,
Apesar de todas as dificuldades,
Nas manhãs tristes,
És o meu sol a brilhar,
E em teus braços, o meu aconchego

Se me falta ânimo,
Dás-me coragem
E o medo desfaz-se
Porque o amor é assim:
Principio, meio e nunca tem fim

Por isso, aguarda-me…

Fátima Porto

CAIS DE ESPERA

CAIS DE ESPERA

Abraçando o presente
No cais do futuro
Sinto calor na brisa que passa
Onde leves murmúrios teus
Encantam o espírito
Que me faz olhar o horizonte

Quero-te como fogo que incendeia almas
De loucos desejos insaciáveis,
Beijos num apetecer em sorrisos doces

Ah como abraço em sonhos, teus braços,
Calor que o corpo nu irradia,
Criando a presença num extravasar d'emoções
Em ausência na distância amargurada

Aguardo no silêncio da alma
Teu regresso que auguro seja rápido
Pois meu coração não suporta tal tristeza
Sem tua voz meiga sussurrando
Que me queres,
E que sou a tua amada….


Fátima Porto

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ANGOLANA

ANGOLANA

Fervilha nas veias
Ao som dos batuques,
Em sabor do óleo a escorrer
E no pirão e peixe seco,
Um corpo torneado de mulher

Marimbas e kissanges,
Ouvem-se
P’la lua mensageira,
De Norte a Sul
Por uma Terra tão grande

É com cheiro do café
Em nuvens de algodão,
Nos enfeites de sisal
E no baloiço das cinturas,
Que o pó do terreiro se levanta
Ao bater cadenciado dos pés

Às cores vivas de missangas,
Misturam-se,
Os panos que cobrem teus seios,
Deixando pulsar o coração
Na voz da canção d’um Povo...

Fátima Porto

SER POETA

SER POETA

Soletro palavras escritas
Do meu sentimento,
Em boca fechada,
Deixando minh'alma falar,
Com folhas brancas
Salpicadas de paixão

Mágoas tristes
Molhadas com lágrimas,
Num sentimento inquieto
Nas palavras caladas

Ah, quem me dera ser poeta
Ter nas mãos expressões
Que nascessem da alma

Se fosse poeta,
Largava meu coração ao vento
D'uma fantasia real...

Fátima Porto

quarta-feira, 30 de julho de 2014

QUE SERÁ

QUE SERÁ

Calo meus olhos
No silencio dos sentimentos,
Com lágrimas de culpa
Querendo voar na escuridão

Fecho-os e sinto,
As mais suaves lembranças
Pairando p'la brisa,
Fazendo meus cabelos esvoaçar

Ilusões, sonhos,
Quereres, desejos,
Ou simplesmente utopias vãs...

Fátima Porto

SEPARAÇÃO

SEPARAÇÃO

Saudades que guardo de ti,
O mesmo que da terra molhada,
És o calor que sonho
Logo ao amanhecer,
Como o ar que respiro

Nas praias que invento
De águas calmas, suaves,
Sinto a brisa que passa
Tocando no meu rosto,
Pois de tantas saudades ter
Convenço-me serem beijos teus

Oh Terra que deixei um dia
Que de saudades não calo,
Não cortarei raízes minhas,
Nem a dor que nos separa…

Fátima Porto

ESCONDEU-SE A POESIA

ESCONDEU-SE A POESIA...

Escondeu-se a Poesia,
Numa camisa de forças da cidade
Recusando-se à imaginação
Com o apagar do pôr do sol

Escondeu-se a Poesia,
Em laboratórios, ou palestras,
Enquanto as palavras choram
Numa insatisfação delirante

Escondeu-se a Poesia,
De vestes rasgadas,
Cabelos em desalinho,
Num olhar assustado
Por uma viela qualquer

Escondeu-se a Poesia,
No fogo em ardor,
Espalhando faíscas à inspiração
Numa vida abafada

Mas sem a Poesia,
Resta apenas pó,
E a procura d’uma jura de Vida...

Fátima Porto

terça-feira, 29 de julho de 2014

POR TI MUDEI

POR TI MUDEI


Vida moldada é a minha
Conhece quem em meus caminhos caminha
Não sou a mesma pessoa
Eu não amava verdadeiramente
Agora amo…

Quem diria!
Houve uma transformação em mim

Mudei,
Ao ser o vinho que te aquece
Com meu aroma e sabor,
Em prazer d'um desejo proibido
Que ganhou liberdade

Mudei
Ao seres minha fragrância
E eu sua flor
Num abraço dado a nu
Onde a imaginação
Tem contacto com a realidade.


Autores: Fátima Porto e Fortuna Vitangui Milionáriio De Palavras.

DIZ-ME

DIZ-ME

Diz-me,
Que o tempo somos nós
Espalhados em pedaços
Dos abraços no momento

Diz-me,
Que a linha do tempo
Atada ao que fomos,
E solta ao que seremos,
Na transformação futura

Diz-me,
Que a verdade dita
Através do olhar,
Se aconchega no peito

Diz-me,
Que o coração em ardor
Quase explode,
E outras vezes se encolhe,
Por cada palavra tua

Diz-me,
Que te ouvirei com atenção...

Fátima Porto

SABEMOS

SABEMOS

Quando não estás presente
Todos os meus sentidos procuram-te
Porque és minha saudade

Sou o momento de dor
E de alegria,
A lágrima da despedida
Ou o sorriso na ânsia da espera

Como gosto de fechar os olhos,
Esquecer-me do tempo,
Das horas,
Sabendo apenas
Que somos a partida
E a chegada
Do nosso amor...

Fátima Porto

segunda-feira, 28 de julho de 2014

APETECE-ME

APETECE-ME

Teus beijos doces
Que embalam o repouso
Na vontade serena
De juntos estarmos
Em tão grande amor

Olhares que percorrem
Caminhos secretos
E mãos que leem
O sentir dos corpos
No encaixe perfeito

Quero adormecer
Em teu abraço
E sentir no silêncio
O calor do ardor
Suavemente sorrindo…


Fátima Porto

PRIMEIRO BEIJO

PRIMEIRO BEIJO

Olhos que falam
Bocas caladas
A medo pedindo

Beijo
De encanto
Suave delícia
Meigo, desejado

Bocas coladas
Doce arrepio
Sentindo teu corpo
No calor da paixão
Do primeiro beijo

Voa-se na brisa
Flutuando em marés
D'um barco encantado
Sentindo ainda
O beijo roubado...

Fátima Porto

LAVO-ME

LAVO-ME

Lavo minhas lágrimas de tristeza
Num mar que não tem fim

Lavo a alma dilacerada
Em marés calmas

Lavo minha solidão
Na espuma das ondas

Lavo minhas esperanças
Em praias que invento

Lavo a brisa que corre mansinho
Com cheiro do por do sol

Lavo meu corpo na imaginação
Em doces águas com sabor salgado

Lavo-me em saudades doridas
D’uma Angola ao entardecer …


Fátima Porto

domingo, 27 de julho de 2014

QUANDO...

QUANDO…

Quando a saudade chega,
Uma lágrima rola,
As palavras calam no silêncio,
O corpo arrefece
Sentindo a falta d’um carinho

Quando,
Tudo se torna ausente no presente,
Até as mãos e o regaço
Outrora cheios de tudo,
Agora estão vazios de nada…

Fátima Porto