terça-feira, 5 de julho de 2011

PENSAMENTOS


Solto um grito
No eco imenso
Com tempero de tristeza
Voz que não retorna
Em alma estilhaçada
Perde-se
No mar calmo
Tento agarrar
Esvaindo por entre os dedos
Continuando perdido
Penso como grito se abafou
Num dizer e clamar
Surdos
Querendo
Implorando
Até me deixar
Cair no mar
Onde a minha voz se perde
Restam-me pensamentos
Do meu gritar
Querer-te
E não me ouvires
E eu nas águas onde a minha voz
Se perdeu…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

IMAGINAÇÃO


De braços abertos
Tento abarcar o Mundo
No alto do penhasco
Para estar mais junto do Céu
Vejo o horizonte
Mais perto de mim
E o vento passando
Trás boas novas do meu amado
Fecho os olhos
Imagino-o comigo
Que nem uma águia
Em seu voo alucinante
Continuo de braços abertos
Onde não há presas
Apenas querendo voar
Planícies
Vales
E subindo ao morro mais alto
Para depois em “looping”
Quase a tocar a terra
Voos rasantes nas estepes
Para voltar a subir
Como a minha imaginação voou
Mas eu continuo
No alto do penhasco
De braços abertos…

QUANTO CUSTA


Quanto altruísmo nosso
Pensarmos que somos melhor que ninguém
Atiramos pedras
Cuspimos
E somos nós próprios
Que recebemos
Tudo em troca
Estender a mão
Pedir perdão
Por vezes custa
Embora com uma alma sã
Mas com um EGO
Que valoriza demais as coisas
As situações
E ao pequeno deslize
Esquecemo-nos
De uma grande palavra
“PERDÃO”
Que custa muito assumir
Quanto mais dizer
Mesmo que não se tenha razão
E num dar de mãos
Completa-se o que tanto custou

Vou começar por mim
E se mais alguém me quiser seguir…
Estendo as minhas mãos
E com sentimento na alma
Sou o que sou
E com sinceridade
Se alguma vez magoei alguém
De olhos nos olhos
Eu peço “PERDÃO”

domingo, 3 de julho de 2011

APENAS SEI


Sei que é Amor

Quando olho para ti,
Sei que é amor
Quando sinto teu cheiro,
Sei que é amor
Quando penso em ti,
Sei que é amor
Quando sinto aquele friozinho na barriga,
Sei que é amor
Quando um passarinho canta enquanto caminho na rua,
Sei que é amor
Quando às vezes meu olhar se perde,
Sei que é amor
Quando uma música me traz lembranças,
Sei que é amor
Sei que é amor o tempo todo,
pois o tempo todo vivo de ti, sinto-te
Quando penso em algo para te dizer,
Só me vem à mente algo que me é tão certo,
Sei que é amor
definitivamente.

sábado, 2 de julho de 2011

PORTO de FÁTIMA


AUTOR:Paulo Carvalho = 02/07/2011

Porto seguro
Poesia clássica
Sou um poeta aprendiz...
Astronauta feliz
Você é uma poetisa de reluz
Farol do Porto de Queluz
Porto de Monte Carlo
Real e natureza
Grande imperatriz no que diz
Escreve, fala e propaga sutilezas
Quero sorver
Sou aprendiz...
Você é cheia de adjetivos
Objetivos
Sou aprendiz...
Porto iluminado
Porto de escalas
Musicais
Teatrais
Dramatúrgicas
De rimas ricas
Sou aprendiz...
Poetisa desmedida
Destemida
Escreve no que acredita
Sou aprendiz...
Quero aprender e beber
Dessa fonte inesgotável
De Poesias e sabedoria
Sou só aprendiz...
De Porto em Porto
Ter a certeza das verdades ditas
Sou só um aprendiz...
E de tanto bem querer
Estou aqui, amiga Porto
E como aprendiz...
A seu inteiro dispor.


(BEM HAJAS, PAULO CARVALHO...ADMIRO-TE MUITO!!!)

FUI E SOU


Menina que fui
Menina que sou

Gargalhadas que dei
Lágrimas de sangue que chorei

Passado que não esqueci
Vidas que não vivi

Com um filho nos braços
Alegria abençoada de Deus

Carne da minha carne
Felicidade dos olhos meus

Vivo o presente
Olhando o futuro

Esperando a bonança
Depois da tempestade

Embora espere
Não baixo os braços

Vou sempre à luta
E cabeça erguida

Pedras no caminho
Que me fazem cair

Que me dão mais força
Para prosseguir

Assim sou eu
Assim aqui estou

sexta-feira, 1 de julho de 2011

NOSSO QUARTO


A manhã clareou
a cama ficou desfeita
depois de uma noite
diferente das outras
Em que vivemos
nosso sonho d'amor
onde quatro paredes
nos acolheram
Sem palavras
olhares cúmplices
beijos meigos
o tempo passou
Mas nós não
Em tudo era desejo
em toques suaves
pedindo pelo deslizar
de uma língua doce
encontrar caminhos
e prazeres maiores
Oh minha paixão
como sentiamos
ouvindo o coração
a bater mais forte
o cheiro dos corpos suados
do vibrar intenso
do nosso gozar
sussurrando
gemendo
e entrelaçados
num só
até adormeçermos...

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS