quinta-feira, 7 de julho de 2011

OUTRA DIMENSÃO


Vou para outra dimensão
levada pelo vento
pela lua
por mim
Quero encontrar o "eu"
que perdi
Viajo no tempo
para lá do firmamento
Mas apenas econtro
espaço vago
nada
algo concreto de mim
A dimensão é real
assim como eu tambem
Só não encontro o espaço
em que viajo
e transito
Estará em outra dimensão
e eu em outra...

REDES


Sinto-me enredada
por redes que me envolvem
revolvem
sem saber da ponta
Deixam ver a luz
mas que escureçem a alma
dão voltas
sem saber porquê
deixando cada vez mais envolta
Redes como armadilha
que se cai e nao se sai
grita-se
e ninguem ouve
a voz embargada
esvai-se
Nem uma lágrima cai
nesta dor amargurada
Luta-se ate ao fim
entre redes
enredada...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

TEMPO NO TEMPO


Tempo que anda no tempo
Parando
Deixando réstias
Do tempo passado
Tempo presente
Pára
Que o tempo futuro
É incógnita
Gira em ti
Tempo
Fazendo a roda do tempo girar
Gira que gira
Mas volta ao ponto de partida
Do tempo passado
Presente
Tempo não ande depressa
Que o futuro espreita
Tempo que anda no tempo
Dentro de uma ampulheta
Vai correndo devagar
Até tudo acabar…

CAMINHO DA VIDA


Vida em comum
De alegrias
E tristezas
Num doar constante
Já fomos jovens
Na loucura da vida
Onde para nós chegava
“ amor e uma cabana”
Crescemos um pouco
Vêem os filhos
Oh como nos fazem amadurecer!
Num ápice eles voam
E ficamos sozinhos
Como há anos atrás
Com experiencia da vida
De anos a fio
Soubemos lidar
Com o bom e o mau
Podemos saborear
O que nos resta
Não sabemos quanto
Mas que doçura
O aconchego
O ombro
Até mesmo um beijo
Com o mesmo sabor
Que tinha de há uns anos atrás
Nos nossos passeios
Revivemos e vivemos tudo
Abraçados ou de mãos dadas
Como dois namorados….

terça-feira, 5 de julho de 2011

PENSAMENTOS


Solto um grito
No eco imenso
Com tempero de tristeza
Voz que não retorna
Em alma estilhaçada
Perde-se
No mar calmo
Tento agarrar
Esvaindo por entre os dedos
Continuando perdido
Penso como grito se abafou
Num dizer e clamar
Surdos
Querendo
Implorando
Até me deixar
Cair no mar
Onde a minha voz se perde
Restam-me pensamentos
Do meu gritar
Querer-te
E não me ouvires
E eu nas águas onde a minha voz
Se perdeu…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

IMAGINAÇÃO


De braços abertos
Tento abarcar o Mundo
No alto do penhasco
Para estar mais junto do Céu
Vejo o horizonte
Mais perto de mim
E o vento passando
Trás boas novas do meu amado
Fecho os olhos
Imagino-o comigo
Que nem uma águia
Em seu voo alucinante
Continuo de braços abertos
Onde não há presas
Apenas querendo voar
Planícies
Vales
E subindo ao morro mais alto
Para depois em “looping”
Quase a tocar a terra
Voos rasantes nas estepes
Para voltar a subir
Como a minha imaginação voou
Mas eu continuo
No alto do penhasco
De braços abertos…

QUANTO CUSTA


Quanto altruísmo nosso
Pensarmos que somos melhor que ninguém
Atiramos pedras
Cuspimos
E somos nós próprios
Que recebemos
Tudo em troca
Estender a mão
Pedir perdão
Por vezes custa
Embora com uma alma sã
Mas com um EGO
Que valoriza demais as coisas
As situações
E ao pequeno deslize
Esquecemo-nos
De uma grande palavra
“PERDÃO”
Que custa muito assumir
Quanto mais dizer
Mesmo que não se tenha razão
E num dar de mãos
Completa-se o que tanto custou

Vou começar por mim
E se mais alguém me quiser seguir…
Estendo as minhas mãos
E com sentimento na alma
Sou o que sou
E com sinceridade
Se alguma vez magoei alguém
De olhos nos olhos
Eu peço “PERDÃO”

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS