sexta-feira, 29 de julho de 2011
DOR E MÁGOA
Desencanto
De meu coração
Rosa murcha sem abrir
Calcada
Pisada
Na calçada
Atirada sem dó
Por ela dobraram os sinos
Com tamanha tristeza
Pensaram ser minh’alma
Sucumbindo
De tanta mágoa
Choro lágrimas ao vento
De tanta dor que sinto
A rosa murcha
Sou eu
Calcada ao vento lançada…
quinta-feira, 28 de julho de 2011
AUSÊNCIA
Entreguei-me a ti
por amar tanto
causando dor
sofrimento
angústia
Vivo só
nesta amargura
sentindo falta de beijos teus
Como abraços me cobriam
ternos
doces
e quentes
Choro ausência tua
em lágrimas
como o orvalho da manhã
frias e salgadas
como as àguas do mar
Mas sei que tu virás
meu Amor
para meu Castelo destruído
envolto em heras e em flor....
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O MEU BAILADO
Ao som da música
d'uma bela melodia
as estrelas brilham mais
para me verem dançar
Algumas caiem no chão
para iluminar meu caminho
para serem as luzes
do palco da minha dança
Descalça sinto vibrar
a melodia em mim
danço
rodopio sem parar
minha saia se levanta
com tanta volta que dou
Fico em bicos dos pés
como se fosse bailarina
contorcendo meu corpo
ao compasso da melodia
Tive aplausos no final
mas foi apenas sonho
só as estrelas
é que viram o meu bailar...
ESCREVO
Vejo e sinto
meus pensamentos
fluirem
tomarem forma
Vou escrever versos meus
com pena de tinta preta
para que as páginas
não fiquem brancas
de tantas penas minhas
São sentimentos
guardados no meu peito
tristes
amargurados
passados para páginas brancas
com pena de tinta preta
Esventro meu ser
rasgo minh'alma
por letras que não escrevo
em páginas brancas...
NOSSA CAMA
Vem ,
nossa cama espera-nos
com pétalas de rosas espalhadas
sobre os lençóis de seda
De mãos dadas
sem dizer nada
vais-me envolvendo
com caricías e beijos
como só tu sabes fazer
Como te quero, meu homem
em olhares cúmplices
nossos corpos se entrelaçam
com odores de desejo
e sabores de querer
No nosso universo
d'um amor de mel delicioso
transformamo-nos num só
em êxtase
vibrando a dois
sussrrando bem baixinho
Quero-te sentir assim
e adormeçer na nossa cama...
terça-feira, 26 de julho de 2011
JANELA FECHADA
Fechou-se a janela
em paredes corroídas
p'lo tempo
Crescem verdes de esperança
de gente sem ela
Olham por entre as tábuas
luz de um novo dia
com medo
da descoberta
que nada é em vão
Clausura
que atrofia
A porta também se fechou
com dobradiças enferrujadas
de chaves deitadas ao vento
E sonhos nela ficaram
com a janela fechada...
HOMEM II
Envolto em lençol de seda
teu corpo nu
ânseia
deseja
sonha
momentos de amor envolventes
Braços que abraçam
no enleio d'um calor
mãos percorrendo
caminhos escondidos
bocas que se unem
corpos que se colam
E o lençol vai deslizando
suavemente
mostrando
corpos suados
desejados
ficando no ar um cheiro
de ti Homem.....
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