terça-feira, 9 de agosto de 2011
FECHO-ME
Fecho-me
por de tras do fecho
para que ninguém me veja
minhas lágrimas a rolar
Soluços abafos
bem contidos no meu peito
nao quero que oiçam
Sou forte
tudo passa
demora tempo no tempo
Feridas fundas
qu'ainda marcam
lembranças fazem abrir
Dóiem
bem dentro do peito
dilaceram minh'alma
queria esqueçer o passado
prefiro fechar-me
em mim...
MEU LIVRO
O livro do meu passado
Atirado ao mar
D’angústias e tristezas
Foi enredado
Nas redes do presente
E trazido à tona
Com letras molhadas
Das lágrimas não choradas
Pisadas
Calcadas
Com letras mal escritas
Tolhidas
Escondidas
Levadas ao vento
Num murmúrio surdo
Sem eco
Com tinta transparente
Em papel opaco
E forte
Para dar à costa
Numa praia por inventar
Largando as palavras
Nele contido ….
PREPARAÇÃO
Preparo-me para ti
Doce enlevo
Desejo que me sintas
Como tantas outras
Quero que me abraces
Com teus braços quentes
Como fizeste em outras
Teus toques de fogo
Percorrendo montes e vales
Do meu corpo
Sintas o ardor de outras
Quando deslizar meus beijos
Teu pensamento voe para outras
Mas ao me possuíres
E eu te ter
Goza porque eu não sou as outras
Sou mais que elas
Quem tu queres
E desejas….
ABRAÇA-ME
Abraça-me forte
Como se fosse-mos um só
Quero sentir teu calor
Atravessar meu corpo
Encostar minha cabeça
Ao teu peito
Sentir o bater do coração
Abraça-me
Preciso de sentir mais perto
O pulsar do teu corpo
Como se respirasse o teu viver
Abraça-me
Beija-me de mansinho
Acaricia meus cabelos
Abraça-me
Porque no meu abraço
Não encontro ninguém
Só eu….
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
REVOLTA
Escorrego pela parede
Onde me aninho
Escondo meu rosto
Dos olhares
Esculpidos nas paredes
Esperam a destruição
De uma revolta tamanha
Que tolhe meus pensamentos
Agoniza sentimentos
Segura de si
Penetra em minh’alma
De unhas afiadas
Simulando uma morte anunciada
Rasga-me
Esventra todo o meu EU
E suga o sangue
E vida
Como vampiro à solta
Sem rédeas
Nãoooooo
Quero-me sentir livre
Sem esta angústia
Que habita em mim….
FAZ-ME SOLTAR
Ao puxares-me p’ra ti
Segurando na cintura
Sabes que vai explodir
Em nós
Esta inquietude imensa
De dois seres que vibram
Num olhar cego
Íntimo
Que me fazes soltar
De um grito vindo da alma
De um eterno sussurrar
Olhos semi-cerrados
Num contorcer de corpos
O gozo entre gemidos e ais
Soltou-se na entrega
Onde suores e odores
Se misturam no sabor
De beijos de enlace
À prostração do sentir bem
Soltámo-nos …..
domingo, 7 de agosto de 2011
MOLHADOS
Bem de frente um pra outro
sem dizer palavra
nosso desejo aumenta
aqueçe nosso querer
Sintos tuas mãos
meu corpo deliciar
mesmo molhados
suados
colamo-nos ainda mais
Sussurrando ao ouvido
teus braços envolvem-me
e beijas minha nuca
provocando um arrepio
Corpos nus molhados
suados
transformados em um só
Sinto-te
cheiro-te
sugo-te
porque te quero...
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