segunda-feira, 28 de maio de 2012

MAGIA DO SOL QUENTE




No descansar do dia
Com ardor no céu
Vogam meus pensamentos
Numa brisa suave

Tenho saudades do sol quente
Numa praia qualquer
Onde as ondas calam
Em espuma no areal

Que ventos soprem meigos
No veleiro de minh’alma
Para sentir tuas palavras
Ditas no calor do coração

Tentar explicar toda a mágica…
Apenas deixar levar
Olhando
E voar com a brisa…


Fátima Porto
Fotografia : Adalberto Gourgel

AH O AMOR...



Ah amor...

O amor que nos faz viver
Mil maravilhas
Sendo atormentados
Pelas loucuras do desejo

Desejar os tormentos
Das loucuras
De quem se ama

Sucumbir aos delírios
De uma paixão ardente
Para se despertar
Num pesadelo angustiante
E novamente suspirar
Tão loucos tormentos,
Que saciados
Nos fazem repousar
Em um belo sonho real

Ah o amor...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ACONCHEGO TEU




Quero sentir teu colo
Que bebo teu calor
Num abraço desejado
Por ti tão ansiado

Nos teus beijos
O doce mel
Nas línguas um bailado
Um arrepio na pele
E o cabelo desalinhado

Ficarmos bem juntos
Tão gostoso tal prazer
De sentir carícias
Na tua pele macia

Queria-me perder no tempo
Sentindo teu aconchego
Deixo levar meu pensamento
Até onde quiser parar…


Fátima Porto

quinta-feira, 24 de maio de 2012

FECHANDO OS OLHOS




Com tuas caricias
E teus beijos
Fecho os olhos
E deixo-me levar

Dar amor
E ser amada
Envolves-me
Com tal doçura e candura
Ficando aprisionada em ti

Chamo-te de paixão
Amor doce
Porque nos queremos
Desejamos
Ansiamos
E nos encaixamos
Como o concavo
E o convexo

Numa plenitude
D’um sonho a dois
Nossos cheiros
Cruzam-se
Misturam-se
Com os fluidos
Que de nós exalam
Inebriando-nos
Como loucos

Ah que amantes que somos
Fechando os olhos…


Fátima Porto

CHUVA DE TRISTEZA




Calo os meus olhos
No silêncio dos sentimentos
Com lágrimas de culpa
Querendo voar na escuridão

Chuva mistura-se com o sal das lágrimas
Num sabor acre-doce
Em que rosas murcham sem abrir
Porque os espinhos abriram feridas
Penas que carrego

Esventro minh’alma
No frio da noite
Em que a solidão nada me dá
Mas nada também lhe digo

Apenas meus lamentos sofridos
Lavados pela chuva que cai…


Fátima Porto

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NOITES QUE ESCREVO




Escrevo em murmúrios
Palavras caladas, sentidas
Que meus lábios não dizem
Mas que o olhar fala

Sinto tua mão deslizando
Em carícias suaves
Como o toque da brisa
Que pela janela trazendo teu cheiro

Solta-se o vento
Sob tua presença
Deixando a escrita
Que não faz sentido

Fecho os olhos à luz da lua
Que atravessa a vidraça da minha janela
Mais forte clareia o nosso querer
Farol que norteia a própria vontade…


Fátima Porto

A ESPERA...





Nessa vida esperei,
Tanto tempo

Em meus sonhos
Eu vi-te,
Toquei-te
E senti-te
Nos braços meus.

Esse sonho que vivi...
Despertou-me
E eu vi-me
Nos braços teus.

E para noite não passar,
Para o amanhã não te levar,
Eu não adormeci.
Nossa noite de magia,
Os segundos que vivia,
O tempo roubava-me.

E nesse tempo, sem querer,
Desejei não te ter
Só para te esquecer.

E quando o amanhã chegou,
A noite em meus dias ficou,
A revolver-me.

E nessa vida eu estou,
Tanto tempo a esperar
Por TI…


Fátima Porto

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS