Baloicei em ventos de esperança
Ao amanhecer de dias claros
Em terras onde o sol aquece
Num desejo de futuro
Deixei a brisa tocar o rosto
Deslizando e suave
Soltando os meus cabelos
No baloiço do querer
Oh praia que eu inventei
Aqui ou em qualquer lugar
Traz-me de volta o tempo
O tempo que lá deixei
Batam as palmas das palmeiras
Ao borbulhar ameno das ondas
Que embalam a imaginação
Fazendo matar as saudades…
Fátima Porto
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
SOMENTE TU

Meus dedos tocam-te
Como se sonhasse
E olho sem palavras
Lendo tua alma
Mansamente
Mãos nas mãos
Sussurras o que quero ouvir
Nossos corpos enleados
Ondulam em deleite
Como barco nas ondas
De um mar de amor
Mar…
Como marcasse a distância
Mas a presença dum beijo
Degustado
Na saudade de um querer mais…
Fátima Porto
TU E EU

Leva-me contigo
Existe um vazio
Uma saudade que aperta
Serei a brisa que beijará o rosto
E mesmo que ao longe estejas
Eu quero-te
Fechando os olhos
O vento soprará ao ouvido
E no silêncio das tuas palavras
Juntar-se-ão às minhas
Tatuando os corpos de desejo
No aperto suave do abraço
Há um caminho escolhido
Dia para nos guiarmos
E noite para nos amarmos…
Fátima Porto
ALTAR DE RUÍNAS

Perderam-se anos
Esquecendo-se no tempo
O altar das preces
De lágrimas de dor
Sorrisos de alegrias
Templo um dia amado
Hoje com telhado de céu estrelado
De imagens veneradas em pensamento
Onde a paz é sentida
Em paredes desfeitas em sofrimento
De solidão por companhia
Votado ao esquecimento
Penitenciam-se as almas
Com doridas mágoas
Nas ervas nocivas que crescem
Que ventos suaves
Deslizem pelo vão das janelas
Na lembrança das orações tidas
Quando repicavam os sinos…
Fátima Porto
sábado, 25 de agosto de 2012
SÍMBOLO D'ÁFRICA

África
Terra de encantos mil
De magia sem igual
Prendes com sorrisos na alma
E esperança no olhar
África
Símbolo da mulher bonita
Lutadora e destemida
Mostrando o seu poder
Nos anais da sua história
Rainha Ginga assim foi
África
Encantamento e feitiço
Em todos os rituais
Dos batuques à tardinha
Com marimbas e kissanges
Fazendo o corpo gingar
Oh África, África
De tão longe mas tão perto
Fazes-me tanto recordar…
Fátima Porto
OLHAR CALADO
PÓ E CHUVA

Brinco na terra
Em pó que me enche o corpo
N’alegria de ser criança
Ultrapasso limites
Nas lixeiras dos crescidos
De lagoas inventadas
Lavo-me na chuva da brisa
Fresca como nuvens que passam
D’um céu azul sem fim
Olho em meu redor
E sinto uma grande dor
Senão meus olhos choravam
Por sofrer tanto assim
Sou criança calada
Mas os crescidos calam também….
Fátima Porto
Fotografia de: Adalberto Gourgel
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