sexta-feira, 9 de novembro de 2012

SILÊNCIO DE PALAVRAS





Mansamente
Vou p’las lágrimas de minh’alma
Como um mar de calmaria
Em meus silêncios cheios de palavras

Brilham estrelas de esperança
Num céu negro
Plantado de perguntas
Interrogações
Sem que nasçam respostas
Ou apareçam reticências

O frio da noite
Arrefece meu corpo
Nesta solidão
Onde sem cais de abrigo
Espero p’la brisa onde pensamentos voam
Até que o sol desponte no horizonte
Abraçando no seu calor…

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

DESPINDO A SOLIDÃO





Nos meus silêncios
Quando a noite abraça o dia
Tenho a Saudade por companhia

Sentimentos que desnudam a alma
Num frio de angústias
Atraiçoando minhas vontades

Lágrimas que correm
Como rios que já secaram
Em tranquilo desassossego

Vou despindo de mim
Toda esta solidão
Cruel, pois corta como punhal
Deixando suas raízes
Na palavra Saudade…

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

SOLIDÃO DE TI





Sentido perto a solidão
Voei numa noite de luar
E deleitei-me nos beijos teus
Por te querer ter

Minh’alma clama
Nas lágrimas do silêncio
Uma melodia sem ter fim
Que só nós conhecemos

Meu eco dispersou-se
Com todo este desgosto
Em escalas suaves
Como um lamento sofrido

Almejava uma brisa suave
Que tocasse meu rosto
Como se fossem carícias tuas

Suspeito tua presença
E observo a foto
Pois sinto-me mais unida a ti

E fechando os olhos
Vou degustando o nosso beijo…

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

FANTASIA D'ALMA





Estendo um olhar
Na pele delicada
Que se atreve
Tocar-me mansamente

Desejo tua companhia
Mas minha boca cala
O que a mente sonha
Quero só para mim
Teu perfumado corpo

Apenas minh’alma fantasia
Pois os pensamentos divagam
E que ninguém veja
Pois estou a sonhar

Entusiasmos
Fazendo sentir o abraço
E perder – me no teu olhar
Enquanto o pensamento voa…

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

terça-feira, 6 de novembro de 2012

PEDRAS DO FUTURO





Pássaro de encantos
Leva meus pensamentos
Para bem longe

Nem a beleza dos nenúfares
Me faz sorrir
Pois a tristeza
Prostrou-se em minha alma

Nuvens negras
Querem abalar minha existência
Fazendo gotejar angústias e penar
Nas pedras do caminho

Vou palmilhando
E derrubando muralhas
No meu sonho do presente
Pois cada pedra
Será o castelo no meu Futuro…

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

OLHAR TRISTE





Teu olhar esvai-se
Como o tempo
Livre no horizonte

Panos negros te envolvem
Porque sombria está tua alma
Entre lágrimas que já secaram

Mulher da minha terra
Que de panos traçados
Te enrolas como abraços
Perdidos em nada, como teu olhar

Mesmo na tristeza mostras encanto
Como o cheiro da terra vermelha
Sacudida pela aragem quente
Em deliciosa perfeição
Fazendo-se envolver na tua amargura

Em que brisas do vento
Teus pensamentos se dispersam
Triste mulher da minha terra?


Fátima Porto
Fotografia de David M Oliveira
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

AUSÊNCIA





Silêncios tidos•
Em suaves toquem
De queres nossos
Entre vontades
Onde as palavras estão a mais
E os olhares falam

Bocas que se beijam
Línguas que se sentem
Num pensamento à distância
Em corpos que se unem
E vibram
Com suspiros de amor numa só voz
Cansados na noite
E repousam lado a lado

Mesmo ausentes….

Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS