domingo, 18 de novembro de 2012
CORRO EM SILÊNCIO
Calo meus olhos
Em silêncio nos sentimentos
Sem lágrimas de culpa
Querendo voar na escuridão
Em busca de ti
Minha alegria
Ao sentir o calor do teu abraço
E num beijo escondido
Irá selar nosso amor
Corro passo a passo
Porém de coração a sonhar
Num tempo sem horas
Em que o mundo
Será nosso…
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
sábado, 17 de novembro de 2012
SEM PALAVRAS
Segredaste-me ao ouvido
Que sou tua
Como menina perdida
Aninho-me em teu colo
Protegida num abraço
Onde descanso, meu Amor
E acordo serena
Esta e todas as noites
Nos amaremos
E nossas bocas se irão juntar
Entre doces beijos de paixão
Em sossego
Não mais falaremos
Palavras … serão a mais!
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
AMANHECENDO
Acordo no sonho
E chove lá fora
Pois leve aragem
Vagueia em meu corpo nu
Música
Vinda da minh’alma
Extravasa
E se encaixa na perfeição
Num devaneio que me faz delirar
Som delicioso, porque tua voz
Desperta em mim
Sensações tranquilas
Desafinando
Com o dia cinzento e triste
Esqueço a nostalgia
E voo num barco de fantasia
Onde tu me aqueces e encantas…
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
FOLHAS CAÍDAS
…Ventos do Outono
Esfriam minha alma
Levando com ele
Folhas caídas
Cor do sangue
Igual a um coração
Que bate descompassado
Perdido no tempo
Estigmas d’um passado
Silenciado através de pedras calcadas
Em que janelas não se fecharam
Na esperança do presente
D’um suavizado sorriso no futuro
Ventos d’Outono
Que afastas minhas angústias
Na aragem fria da tarde
Minhas mãos ficarão vazias
Deixando apenas Saudade…
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
FILHA DO VENTO E DA TERRA
Rebento na terra imensa
Onde o olhar se perde
Por vezes vazio de nada
Em chão duro, seco
Repleto em pó do vento
Mesmo mal se movendo
És forte na solidão
Na alma que abarca a esperança
Agarras terra áspera
Onde colherás os frutos do teu futuro
Sou filha do vento e da terra
Entrançando raças e crenças
Num calor que trago na Alma
Todos amando no meu silêncio…
Fátima Porto
ATENÇÂO : Texto registado e protegido pelo IGAC
TERRA VERMELHA
Oh terra vermelha
Que fechando os olhos
Minh’alma sentiu teu cheiro
Deixei escorrer por entre os dedos
O pó da saudade
Embargou-se a voz
Nas lágrimas que rolavam
Levando para bem longe
Meu grito abafado
Mas não desapareceram da minha mão
As sensações,
O odor,
Do vermelho da terra que me viu nascer…
Fátima Porto
Fotografia de: Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
SENTIR
…Ao meu colo dei-te
Abraços de panos traçados
Estendido p’la mão que te enleou
No ecoar das palmeiras empoeiradas
Por uma felicidade que tardava
Numa infância de olhar vazio
Oh terra minha
Quero sentir teu vibrar
Tocando teu chão
Em lágrimas do meu ser…
Fátima Porto
Fotografia de: Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
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