sexta-feira, 23 de novembro de 2012
VARANDA DO TEMPO
Da varanda sem tempo
Vejo o cheiro do cacimbo
Ao nascer do dia
As heras secaram
Enroladas nos dias
Esquecendo o calor
Dos meninos que brincavam
Na varanda sentia a roça
Com perfume a café
Que voaram com o tempo
Pois nada disso existe
Apenas na imaginação
Da varanda do tempo
Só vejo o cacimbo
À espera de calor
Dos meninos do passado…
Fátima Porto
Fotografia: David M. Oliveira – Fotografia
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
SOLIDÃO NA PRAIA
Deambulo
Em praia calma
Para ver
Teu bote chegar
Minha agonia é tão imensa
Pois do areal não sairei
Quero-te próximo de mim
No enleio nossos corpos
Minha tristeza é tão grande
Pois só a matarei com teus beijos
Vem célere a meus braços
Desejo sentir teu ardor
Sinto solidão
E gelada sem teu amor….
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
MÚSICA NO OLHAR
Olho-te com música no ar
Leve e solta
Mas profundamente em ti
Quero-te para mim
Como num bolero
Bem juntos no seu dançar
Não tires teu olhar de mim
Para veres minha alma
Estremecer por ti
Olhos nos olhos
Iremos dançar de alegria
Nossa sinfonia de amor….
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
AMOR VIRTUAL
De amor fala-se
Mas amor não fala
Amor sente-se,
Amor expressa-se
O amor é virtual
Não sei onde mora
Só sei que é distante
Não fala meu idioma
Nem eu o dele...
Mas para quê idioma
Para quê falar
De amor fala-se
Mas amor não fala
Amor sente-se
Amor expressa-se
Não precisa de idioma
A linguagem é universal
sente-se nos olhos
Em atitudes,
No carinho
No conjunto de imagens
D’um computador?
Uma velha foto?
Na voz?
Ama-se a alma,
Ama-se a essência
Ama-se o virtual!
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
....
…
...Ah quantas certezas fizeram de minha boca,
Voz calada,
E engolir lágrimas sofridas que rolavam no meu rosto...
Ah quantas certezas me trancaram no quarto da solidão,
Sentindo a ausência do teu abraço!..
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
...Ah quantas certezas fizeram de minha boca,
Voz calada,
E engolir lágrimas sofridas que rolavam no meu rosto...
Ah quantas certezas me trancaram no quarto da solidão,
Sentindo a ausência do teu abraço!..
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
À ESPREITA
Que espreitem
Nosso amor
Beijos
Carícias de mel
Ao calor do sol
À chuva
Em nosso mundo
De quimeras
Em abraços meigos
De ardor
Na relva molhada
Que espreitem
E oiçam
Nossas vozes caladas
Em beijos consentidos
De olhares ternos
Permitidos
Que espreitem …
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
terça-feira, 20 de novembro de 2012
PALAVRA SAUDADE
Ah saudade
Palavra pequena
Mas que enche o coração
Que flagelas a alma
Golpes profundos, doridos
Essa palavra saudade
Cala fundo
De mansinho
Em nós tristes apertados
Que abafam “ais” sofridos
Essa palavra saudade
Voa no mar da distância
Num sopro em desalinho
Vem sussurrar baixinho
Essa palavra saudade
Cor de fogo com que arde
E de longe traz um beijo
Deixando cair uma lágrima
De um olhar triste e distante
Essa palavra SAUDADE…
Fátima Porto
ATENÇÃO: Texto registado e protegido pelo IGAC
Subscrever:
Mensagens (Atom)






