sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013



INQUIETAÇÃO DO BEIJO




O teu enleio
Tem calor

As mãos são suaves
Em carícias

Um beijo leve
De mansinho
Faz estremecer
Minha alma

Beijo pedido
Deixando
Um olhar mudo
Mas falado

Lábios que se tocam
Ávidos do sentir
Perdidos no tempo
Na presença inquieta
Desafiada d’um beijo

Um abraço terno
Aconchego dos corpos

Bater descompassado
Dos corações
Porque vibram, exaltam

O instante do beijo
Lento, pausado
Mas perdido na razão...


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

REALIDADE




Aparto-me
E escondo a face
Para não verem uma lágrima rolar
De saudades de ti

Minha alma consome
Uma dor enorme
Por tua ausência
E choro em soluços
Abafados
Incontidos

Abraço
Para sentir
Os braços teus
Num enleio suave
Deslizando pelo meu corpo
Fazer-me sentir
Igual a estrelas do céu

Mas oh realidade
O calor é dos meus braços
Enquanto as lágrimas
Rolam pela face.

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

ENTREGA




Escorrem
Areias por entre os dedos
E algas tocam
Mansamente
Pois não planeiam acordar
Do sonho envolvido

Deixo corpo
Ao sabor das águas
Num suave prazer
Que me invade

Ah quisera eu
Tuas mãos
Em meu corpo
Percorrerem
Loucamente suaves
Por fascínio
Do desejo

Espraio-me
Em consolo
Imaginando tua presença
Mas entregando-me
À ausência do vazio.

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

AMANHECE




Acordo.
Chove lá fora,
Leve aragem
Percorre meu corpo nu

Música
Vinda do meu ser
Extravasa
E encaixa-se
Na perfeição
Em espírito e corpo

Sons deleitosos
Despertam
Sensações deliciosas
Desafinando
Com o dia cinzento
Lá fora …

Fátima Porto.
Texto registado e protegido pelo IGAC

NÉCTAR D’AMOR




Aguardo por ti
Para sorvermos
Doce néctar
Dum ardor sem fim

Desejo teu corpo
E derramar
Para além das tentações
Nosso amor sem limites

Gozar
Suavemente
Todo enleio por nós sentido,
E nossas bocas coladas
Em beijos doces
Sedentos

Em puro encantamento
Esperarei por ti
E beberemos, qual vinho
Por Baco abençoado,
Nosso prazer…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS