quinta-feira, 9 de maio de 2013

DEIXA-ME SER




Deixa-me ser o teu sol
A tua alegria, teu sorriso,
Aquela que te beija levemente
E que dizes, baixinho: Não pares

Deixa-me ser o que nunca fui
Em teu porto seguro
Na solidão das noites,
Entre certezas e dúvidas

Deixa-me ser a tua alma,
Num prazer desejado
Das fragrâncias murmuradas
D’um amor presente

Deixa-me ser,
Apenas nós…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

GESTOS




Fechando os olhos
Vagueio pelo teu corpo
Tacteando nas palavras sussurradas

Dispo-te livre no tempo
Com ecos de passos ligeiros
Em gestos de paixão,
Falando em silêncio

A noite acontece em nós
Quando as mãos se entrelaçam,
E os corpos se cruzam
Nas sombras de pensamentos
Dos beijos dados

Rompe-se o silêncio
Em rumores abafados
Num amanhecer desnudado,
Transbordando tudo o que há em nós…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

COMO LIDAR




Como lidar…
Se os sentimentos estão trancados
Deixando no peito uma dor?

Como lidar…
Se abafo minhas lágrimas
Para se ver meu sorriso?

Como lidar…
Se fecho os olhos
Porque a boca fala
O contrário que eles querem?

Como lidar…
Na vontade e desejo
Do calor num abraço contido?

Como lidar…
Em lábios suaves
De um beijo com sabor a pouco?

Como lidar…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CERTEZA D’AMOR




Ah se eu pudesse escrever
Tudo o que a minh’alma sente

Porque amar não é um sonho
Nem uma vã ilusão,
É preciso saber sentir,
E que a Vida tem motivos
Para amar e sermos amados

Quem não adormece em imaginação
Acordando nos sonhos tidos,
Sorrindo, feliz
Com a certeza que sente o Amor…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

SOU ASSIM




Sou imperfeita,
Em que não brilho,
Calo,
Não dizendo o que sinto

Sou assim,
Alegria e tristeza, intensas,
Instabilidade e insegurança,
Mágoa

Mas queria dar-te o outro lado
O melhor de mim,
Aquilo que calo
Mas que nem sempre consigo…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

....




…Desespero com esta saudade,
Porque em vez de desaparecer
Vai matando lentamente…

Fátima Porto

terça-feira, 7 de maio de 2013

ÉS CHUVA EM MIM




És como a chuva
Que escorrega em mim, suave,
Acariciando a minha pele
No ardor da paixão

Vives em meus sonhos
Como água do meu ser,
Sentindo-te em minhas certezas

E cada gota que cai
É como se teus gestos fossem,
Inundando-me de ti…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS