segunda-feira, 3 de junho de 2013

DESATA/SOLTA-ME




Desata minhas mãos
Para que te possa amar,
Sentir o teu corpo
Ardor da paixão

Solta de mim
Todo o desejo,
Desnudando
O meu querer,
Degusta
Nosso prazer

Sussurra
Ao meu ouvido
Palavras de silêncio,
Passeia
Pelo meu corpo
Dedos quentes, suaves

E para além do tempo
Exaltemos em união,
Numa chama ardente,
Almejada…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

ABRACEI-ME




Desnudei-me de tudo
Por entre a solidão
E o meu corpo tremeu

Olhei para lá do infinito
E senti frio
Sem um abraço

Palavras calavam
A dor da solidão
Enquanto uma lágrima rolava

De mansinho
Senti meu corpo aquecer
E minha alma sorriu

Era eu que me abraçava….


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

PEDE




Pede aos meus olhos
Para não te verem

Pede à minha mente
Para deixar de pensar em ti

Pede à minha imaginação
Para parar de sonhar contigo

Pede ao meu coração
Para deixar de bater

Pede tudo,
Mas não me impeças de te Amar…



Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

sexta-feira, 31 de maio de 2013

JANELAS DA MINHA TERRA




Vejo-te por janelas sem vidro
D’uma imaginação real
Como portas abertas, à paisagem imensa

Meu pensamento voa em ti
Nas noites iluminadas pelas estrelas,
Até ao raiar de um novo dia

Das minhas janelas,
Contemplo o mundo da minha terra
Onde saboreio odores inebriantes,
Sulcando trilhos enfeitiçados,
Descendo rios agitados,
Na direcção do arco-íris no horizonte

Janelas da minha terra,
Quero-vos sem vidros para sentir na alma,
O viver de um povo ressurgir,
Como bálsamo de uma tristeza passada

Janelas,
De onde vejo minha terra
Cheia de vida e esperança…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

O LIVRO E EU




Sou como um livro
Que não existo só pelo olhar da capa
Mas também do que “viajo” em mim mesma
Nos pensamentos, palavras

Há pessoas que jamais tentaram invadir-me,
Em todas as vírgulas, ou em qualquer ponto final,
Nem nunca ousaram “ler-me”,
Nas noites em que o silêncio gritou
E as lágrimas transbordaram
Por uma alma seca

Ah como soltam seus próprios sentimentos
Após verem páginas sem limite,
Que vão desfolhando, na procura do seu alento
E que se fecham por fim

Sou como um livro
Que envelheço com o tempo,
Pois o tempo não para na roda da Vida,
E em que a palavra Amor
Existe, está escrita, e é verdadeira

Também sou como um livro….




Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

quinta-feira, 30 de maio de 2013

SENTIR O ABRAÇO




Quero sentir o abraço
Onde encoste a cabeça no ombro,
E o calor encher minh’alma
Vazia de palavras

Queria sentir um abraço
No silêncio do olhar,
Sem promessas ditas
Apenas no conforto tido

Sonhava sentir o ardor do teu abraço,
E por breves instantes,
Do corpo em meu enleio
Ledo e cego, meu coração ficaria

Como queria sentir
O calor do teu abraço…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

QUISERA


Quisera,
Quisera que viesses até mim
E que ao acordar
A meu lado estivesses

Pudesse sentir tuas mãos,
Teus lábios tocar os meus
Num beijar doce e macio,
Percorrer tua pele com meus dedos

Quisera poder adivinhar teus pensamentos
Olhar para o teu rosto,
E de imediato,
Saber como agir,
Quais palavras proferir,
Quais teus desejos realizar

Quisera, ah quisera sim!

Ter-te para sempre
Bem perto de mim
Em busca desses nossos momentos,
Todos sonhos realizados
Num só momento

Momento esse que duraria
Mais do que um dia,
Dando-nos o alento almejado,
E lado a lado,
Iríamos querer mais,
Muito mais,
E lá fora nada mais existiria,
O mundo connosco, pararia!

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

ESCONDERAM-SE AS PALAVRAS