PALAVRAS EM CORRENTES
Lavam-se as palavras,
Nuas,
Cor de fel,
Para não doerem
Gosto amargo,
Nos silêncios de olhares fugazes,
Enquanto se cala,
Num tempo perdido
Oh, quantas palavras por dizer,
Em olhos que se fecham,
E que não vêem o clamor da Alma
Ah palavras, que se acorrentam,
Elo a elo,
Em sentimentos surgidos
Quase de magia
Correntes que prendem,
Unem,
Um todo e em tudo,
Querendo,
Desejando com ardor
Palavras, que uma a uma,
Desenham e desabrocham
O fascínio do Amor
Elos de um tempo achado,
Mesmo em silêncio dos olhares,
Não murchem nas palavras,
Nem se partam
Pois os beijos falam
No aconchego d’um abraço...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 8 de julho de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
OLHANDO O CÉU
OLHANDO O CÉU
Espero tranquila
Mas com saudades
Que a lua reflita no mar
O caminho até mim
E aquecer meu coração
Meu semblante triste
Olha o céu, um sinal,
De um regresso teu
Até meus braços vazios,
Sem teu calor
Quero teu esplendor
Que me faz viver
E adormecer em sonhos
Com tua presença em mim
Como o coração bate
Num aperto da minh’alma
Nesta distância que nos separa
Pois todo este desejo é nosso
Será nas pequenas coisas da Vida
Que encontraremos a Felicidade…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Espero tranquila
Mas com saudades
Que a lua reflita no mar
O caminho até mim
E aquecer meu coração
Meu semblante triste
Olha o céu, um sinal,
De um regresso teu
Até meus braços vazios,
Sem teu calor
Quero teu esplendor
Que me faz viver
E adormecer em sonhos
Com tua presença em mim
Como o coração bate
Num aperto da minh’alma
Nesta distância que nos separa
Pois todo este desejo é nosso
Será nas pequenas coisas da Vida
Que encontraremos a Felicidade…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
DESNUDANDO-TE
DESNUDANDO-TE
Oh corpo,
A alma despiste-a
Eu, apenas te dispo a roupa
e desnudo,
Corpo quente,
De homem louco
Perdido nos anseios
Que me entregas
e fazem perdida
A minha língua deleita-se,
Num peito,
e desvenda do teu âmago,
Os desejos escondidos
À vontade,
Os suspiros em murmúrios
Que me doas…
Devagar,
As minhas mãos conquistam-te,
Nas palavras caladas que soam,
Quentes,
Dormentes,
Porque tudo é palpitar de silêncios,
És,
O meu encaixe perfeito,
Ninho das minhas mãos,
Deixa-te ficar...
Eu visto-te,
Para te voltar a despir outra vez!
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Oh corpo,
A alma despiste-a
Eu, apenas te dispo a roupa
e desnudo,
Corpo quente,
De homem louco
Perdido nos anseios
Que me entregas
e fazem perdida
A minha língua deleita-se,
Num peito,
e desvenda do teu âmago,
Os desejos escondidos
À vontade,
Os suspiros em murmúrios
Que me doas…
Devagar,
As minhas mãos conquistam-te,
Nas palavras caladas que soam,
Quentes,
Dormentes,
Porque tudo é palpitar de silêncios,
És,
O meu encaixe perfeito,
Ninho das minhas mãos,
Deixa-te ficar...
Eu visto-te,
Para te voltar a despir outra vez!
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
QUANTOS
QUANTOS
Quantos pensamentos voaram
Para não mais voltarem
Deixando um olhar vazio
Perdido no horizonte
Diz
Quantos…
Quantas vidas dispersas
Sulcando teu rosto
Outrora formoso
Em rugas vincadas
Diz-me
Quantas…
Quantos amores largados
Sucumbidos, desfeitos
Por mulher submissa
Esventrando o peito
Escondendo lágrimas
E do nada fez tudo
Diz-me
Quantos…
Quantos beijos sonhaste
No ardor da mocidade
Trancados, esquecidos
Num quarto frio e vazio
Onde cortinas voaram em imaginação
Rasgadas p’lo tempo
Diz-me
Quantos …
Quantas tristezas guardadas
Com gosto de fruto amargo
Se lavaram na alma com perdão
Tentando esquecer um passado presente
Aninhando o corpo no próprio calor
Diz-me
QUANTAS…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Quantos pensamentos voaram
Para não mais voltarem
Deixando um olhar vazio
Perdido no horizonte
Diz
Quantos…
Quantas vidas dispersas
Sulcando teu rosto
Outrora formoso
Em rugas vincadas
Diz-me
Quantas…
Quantos amores largados
Sucumbidos, desfeitos
Por mulher submissa
Esventrando o peito
Escondendo lágrimas
E do nada fez tudo
Diz-me
Quantos…
Quantos beijos sonhaste
No ardor da mocidade
Trancados, esquecidos
Num quarto frio e vazio
Onde cortinas voaram em imaginação
Rasgadas p’lo tempo
Diz-me
Quantos …
Quantas tristezas guardadas
Com gosto de fruto amargo
Se lavaram na alma com perdão
Tentando esquecer um passado presente
Aninhando o corpo no próprio calor
Diz-me
QUANTAS…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
RECADO PARA TI
RECADO PARA TI
Desejo redigir
Juras perfeitas,
Queridas,
Do fundo da minh’alma
Medito,
Considero,
Imagino-te
a mim cingido,
Mas palavras não se encaixam
Neste envolver
Para quê escrever
Se tua figura,
O envolvimento,
Murmuram melhor
Que mil palavras gravadas
É só uma mensagem
Pra quando eu não aparecer ….
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Desejo redigir
Juras perfeitas,
Queridas,
Do fundo da minh’alma
Medito,
Considero,
Imagino-te
a mim cingido,
Mas palavras não se encaixam
Neste envolver
Para quê escrever
Se tua figura,
O envolvimento,
Murmuram melhor
Que mil palavras gravadas
É só uma mensagem
Pra quando eu não aparecer ….
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 1 de julho de 2013
DESEJO
DESEJO
Desejo de querer
De vontades
Sentindo tua presença
Desejo de beijos
De um olhar consentido
No teu abraço
Desejos de ter-te
Colado a mim
No vibrar da paixão
Desejo de ouvir
Em doces murmúrios
Calar minha boca
Desejos no tempo
Sem noites nem dias
Numa demora sem prazo
Desejo de nós
Em silêncios calados
E … no amor desnudados…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
QUE SAUDADES
QUE SAUDADES
Tarde triste,
A chegar ao fim
Faz-me recordar,
Que saudade
Abro a janela
Depois da tempestade,
E eu aqui só
No silêncio e na distância,
Que saudade
Olho o infinito
Na noite escura,
Querendo tua presença
Num abraço meigo,
Que saudade
Procuro a luz
Dos teus olhos em mim,
Que ilumine nossas almas,
E o ondular do mar
Se espraie com o amor,
Que saudades….
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
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