sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
DESENCANTO
Do livro encantado
Soltam folhas
Letras, palavras
Molhadas em tristezas
Rios escuros de angústias
Derramando do leito
Mágoas ressequidas
Amarelecidas pelo tempo
Mas nunca esquecidas
Trazidas das profundezas da alma
Penas cravadas no peito
Que não deixaram voar
Despedaçado
Em feridas profundas
Pois nem a escrita
É capaz de curar…
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