MÃES DO MUNDO
Correm lágrimas de magia
Num rosto negro,
Lágrimas iguais às minhas
Que transbordam do peito,
P’la graça de ser Mãe
Tuas lágrimas são entendidas
E clamam em voz calada,
O encanto d’uma alma,
Igual à minha fascinação
Juntemos nossa alegria
Num ser por nós gerado,
Carne da nossa carne
E sangue do nosso sangue
E em união,
Mães de todo o mundo,
Sem distinções de raças ou credos,
Façamos do Amor a nossa doação…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
domingo, 3 de maio de 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
TEMPO NO TEMPO
TEMPO NO TEMPO
Tempo que passa
Soltando bocados
Da vida que passou
Presente d’um tempo
Em silêncio parado
Marcado nas horas futuras
Horas,
Minutos,
Segundos,
Tecidos no tempo
Com relógios
De ponteiros ansiosos
Omite-se tempo no tempo
Em vontades próprias
Para além do desejo
E o tempo voa
Na brisa do tempo
Sem nunca parar
Num tempo que há-de vir…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Tempo que passa
Soltando bocados
Da vida que passou
Presente d’um tempo
Em silêncio parado
Marcado nas horas futuras
Horas,
Minutos,
Segundos,
Tecidos no tempo
Com relógios
De ponteiros ansiosos
Omite-se tempo no tempo
Em vontades próprias
Para além do desejo
E o tempo voa
Na brisa do tempo
Sem nunca parar
Num tempo que há-de vir…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
TEMPO E ESCRITA
TEMPO E ESCRITA
Tempos acham-se amarrotados,
Esquecidos,
Mas vão passando ligeiros
Como letras mal escritas,
Sem pontos nem vírgulas
Folhas amarelecidas
Que viajam nos ventos da idade,
Carregando memórias,
Em minutos mal traçados
Alteraram-se horas
P’las folhas ainda em branco,
Numa vida inquieta,
Ansiada e prevista,
Mas nunca destruída…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Tempos acham-se amarrotados,
Esquecidos,
Mas vão passando ligeiros
Como letras mal escritas,
Sem pontos nem vírgulas
Folhas amarelecidas
Que viajam nos ventos da idade,
Carregando memórias,
Em minutos mal traçados
Alteraram-se horas
P’las folhas ainda em branco,
Numa vida inquieta,
Ansiada e prevista,
Mas nunca destruída…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
quarta-feira, 29 de abril de 2015
NOSSOS ESPELHOS
NOSSOS ESPELHOS
Como não desviar meu olhar
De teus olhos negros brilhantes,
Transparentes,
Cristalinos de pura atração
Tentei evitar
Para não os encontrar,
Em sussurros de paixão
Espelhados nuns olhos sedentos
Tantas palavras largadas ao chão
Num prazer delirante,
Mergulhados no olhar
De intenso amor
Eram nossos olhares,
Espelhos límpidos,
A falarem por nós...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como não desviar meu olhar
De teus olhos negros brilhantes,
Transparentes,
Cristalinos de pura atração
Tentei evitar
Para não os encontrar,
Em sussurros de paixão
Espelhados nuns olhos sedentos
Tantas palavras largadas ao chão
Num prazer delirante,
Mergulhados no olhar
De intenso amor
Eram nossos olhares,
Espelhos límpidos,
A falarem por nós...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
terça-feira, 28 de abril de 2015
ALGODÃO, CAFÉ, SISAL
ALGODÃO, CAFÉ, SISAL
Olhei à minha volta
E lágrimas corriam p’lo rosto
D’uma saudade anunciada
Tentei gravar o cheiro ao pordo sol
Sob o vento das acácias
As águas da praia despedem-se
Espraiando serenamente,
Nas sombras nostálgicas das palmeiras
Quero voltar a escrever-te
Em folhas alvas de algodão,
Com tinta perfumada p’lo café,
Num livro d’emoções fortes,
Como o sisal
E o pó vermelho envolverá minhas lágrimas…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Olhei à minha volta
E lágrimas corriam p’lo rosto
D’uma saudade anunciada
Tentei gravar o cheiro ao pordo sol
Sob o vento das acácias
As águas da praia despedem-se
Espraiando serenamente,
Nas sombras nostálgicas das palmeiras
Quero voltar a escrever-te
Em folhas alvas de algodão,
Com tinta perfumada p’lo café,
Num livro d’emoções fortes,
Como o sisal
E o pó vermelho envolverá minhas lágrimas…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
SINTO FALTA
SINTO FALTA
Como sinto falta
De olhar para o horizonte inatingível,
E ser uma pessoa especial
Como sinto falta
De me lembrar do futuro,
E não apenas viver o presente
Como sinto falta
De sentir livre diante duma ilusão,
Mesmo que a dor traga uma lágrima
Como sinto falta
De falar sem receio,
Ou de sonhar acordada
Como sinto falta…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como sinto falta
De olhar para o horizonte inatingível,
E ser uma pessoa especial
Como sinto falta
De me lembrar do futuro,
E não apenas viver o presente
Como sinto falta
De sentir livre diante duma ilusão,
Mesmo que a dor traga uma lágrima
Como sinto falta
De falar sem receio,
Ou de sonhar acordada
Como sinto falta…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 27 de abril de 2015
COMO GOSTO
COMO GOSTO
Como gosto de sentir teu gosto
Degustando o cheiro,
Fazendo-te mais perto
E querendo mais
Como me apetece desnudar tuas vontades
Bebendo o beijo,
Pedido pelo teu profundo olhar
Como pretendo sentir teu corpo
Se contrair de anseio,
E encostar-me
Na tua pele de arrepio
Ah como hoje te desejo,
Do mesmo modo de sempre…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como gosto de sentir teu gosto
Degustando o cheiro,
Fazendo-te mais perto
E querendo mais
Como me apetece desnudar tuas vontades
Bebendo o beijo,
Pedido pelo teu profundo olhar
Como pretendo sentir teu corpo
Se contrair de anseio,
E encostar-me
Na tua pele de arrepio
Ah como hoje te desejo,
Do mesmo modo de sempre…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
domingo, 26 de abril de 2015
UMA NOITE
UMA NOITE
Os últimos raios de sol
Diluem-se no horizonte
Quando a noite que chega,
Como uma luz que se acende,
Serena e calma
É como meu pensamento,
Em outra dimensão,
Entre desejos e quereres
Para uma noite
Que ainda agora iriá começar…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Os últimos raios de sol
Diluem-se no horizonte
Quando a noite que chega,
Como uma luz que se acende,
Serena e calma
É como meu pensamento,
Em outra dimensão,
Entre desejos e quereres
Para uma noite
Que ainda agora iriá começar…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
...
….
Na tristeza d’um sorriso
Com o calor do abraço,
Mesmo que seja distante,
A alma sente o afago
Pois que cada amanhecer
Transporte uma brisa suave,
Para secar a solidão
Nas lágrimas do orvalho da noite…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Na tristeza d’um sorriso
Com o calor do abraço,
Mesmo que seja distante,
A alma sente o afago
Pois que cada amanhecer
Transporte uma brisa suave,
Para secar a solidão
Nas lágrimas do orvalho da noite…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
sexta-feira, 24 de abril de 2015
MISTÉRIO
MISTÉRIO
Existe um mistério no teu corpo
é feito de desejo e mel
sabe a fantasias quebradas
sonhadas diariamente em vão.
Existe um feitiço no teu olhar
prende as sombras mais fugidias
encandeia a aurora do meu anoitecer
sempre, sempre sem cessar.
Não sei que segredos escondem a tua boca
nem consigo decifrar-lhe o gosto
mas vicia... cativa... prende...mata
Sei que enigma nasce na tua voz
tão doce, sensual, tão limpa
Quero tê-la uma e outra vez
És capricho, tentação doentia
tão difícil é amar-te e não te ter
como ter-te e não te amar...
És ânsia, loucura, perdição
Um doce amargo, nu e cru
que não se deixa saciar
Quero-te como se quer o raio de Sol
permanente, brilhante, inacessível
Desejo-te como se deseja a Lua
musa de prata perdida na noite
Tenho-te como se tem o Vento
brisa suave, furacão, tempestade
Sôfrega espero-te e num minuto alcanças-me
Num minuto, num segundo evades-te
E depois nada mais existe
nada mais me resta
Apenas a memória do cheiro
a figura, o vulto
a força do olhar
o calor do abraço!
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Existe um mistério no teu corpo
é feito de desejo e mel
sabe a fantasias quebradas
sonhadas diariamente em vão.
Existe um feitiço no teu olhar
prende as sombras mais fugidias
encandeia a aurora do meu anoitecer
sempre, sempre sem cessar.
Não sei que segredos escondem a tua boca
nem consigo decifrar-lhe o gosto
mas vicia... cativa... prende...mata
Sei que enigma nasce na tua voz
tão doce, sensual, tão limpa
Quero tê-la uma e outra vez
És capricho, tentação doentia
tão difícil é amar-te e não te ter
como ter-te e não te amar...
És ânsia, loucura, perdição
Um doce amargo, nu e cru
que não se deixa saciar
Quero-te como se quer o raio de Sol
permanente, brilhante, inacessível
Desejo-te como se deseja a Lua
musa de prata perdida na noite
Tenho-te como se tem o Vento
brisa suave, furacão, tempestade
Sôfrega espero-te e num minuto alcanças-me
Num minuto, num segundo evades-te
E depois nada mais existe
nada mais me resta
Apenas a memória do cheiro
a figura, o vulto
a força do olhar
o calor do abraço!
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Á LUZ DA VELA
À LUZ DA VELA
À luz mortiça de uma vela
Minhas lágrimas caiem
É choro abafado,
Com uma alma que sangra
De palavras não ditas,
Sob o olhar de uma vela
De chama trémula
Que finda aos poucos
Amanhece e chove,
Molhando a janela
Do quarto da minha tristeza,
Invadindo o meu ser,
Tendo por companhia a solidão
Iluminada p’la tosca vela
Que se apaga lentamente
E minhas lágrimas vão secando…
Fátima Porto
In “Ecos d’Alma”
Texto registado e protegido pelo IGAC
À luz mortiça de uma vela
Minhas lágrimas caiem
É choro abafado,
Com uma alma que sangra
De palavras não ditas,
Sob o olhar de uma vela
De chama trémula
Que finda aos poucos
Amanhece e chove,
Molhando a janela
Do quarto da minha tristeza,
Invadindo o meu ser,
Tendo por companhia a solidão
Iluminada p’la tosca vela
Que se apaga lentamente
E minhas lágrimas vão secando…
Fátima Porto
In “Ecos d’Alma”
Texto registado e protegido pelo IGAC
quarta-feira, 22 de abril de 2015
SIMPLESMENTE ASSIM
SIMPLESMENTE ASSIM
A nossa voz é silêncio,
E somos contornados de sentimentos,
Na presença,
Ausência,
Chegada e partida
Estamos em outra dimensão,
Porque existe um mistério em nós
Pois somos simplesmente assim…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
A nossa voz é silêncio,
E somos contornados de sentimentos,
Na presença,
Ausência,
Chegada e partida
Estamos em outra dimensão,
Porque existe um mistério em nós
Pois somos simplesmente assim…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
terça-feira, 21 de abril de 2015
SENSAÇÕES
SENSAÇÕES
Trilho por pétalas
Ao passar,
Por aspectos que aspiro,
Em todas as vontades esperadas
Atingir odores
Que subtilmente se misturam
Nos pensamentos dos desejos
Em realidades dos sonhos
Fragrâncias de ter,
Sensação de ser,
Num corpo com sede
Em paixão por saciar…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Trilho por pétalas
Ao passar,
Por aspectos que aspiro,
Em todas as vontades esperadas
Atingir odores
Que subtilmente se misturam
Nos pensamentos dos desejos
Em realidades dos sonhos
Fragrâncias de ter,
Sensação de ser,
Num corpo com sede
Em paixão por saciar…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 20 de abril de 2015
AO POR DO SOL
AO POR DO SOL
Vejo-te
Em raios quentes
Do sol que se vai escondendo,
À tardinha,
Pois a imaginação voa
De tanta saudade, que dói
Queria fechar os olhos
Inventar teu calor
Numa praia,
Ao por do sol,
Teus raios envolvendo
Como fossem um abraço
Mas oh tristeza minha,
Angústia de minha alma,
O calor que sentia
Era eu que me abraçava
Sonhava estar na praia
Da terra que me viu nascer
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Vejo-te
Em raios quentes
Do sol que se vai escondendo,
À tardinha,
Pois a imaginação voa
De tanta saudade, que dói
Queria fechar os olhos
Inventar teu calor
Numa praia,
Ao por do sol,
Teus raios envolvendo
Como fossem um abraço
Mas oh tristeza minha,
Angústia de minha alma,
O calor que sentia
Era eu que me abraçava
Sonhava estar na praia
Da terra que me viu nascer
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
ESCONDEU-SE A POESIA
ESCONDEU-SE A POESIA
Escondeu-se a Poesia,
Numa camisa de forças da cidade
Recusando-se à imaginação
Com o apagar do pôr do sol
Escondeu-se a Poesia,
Em laboratórios, ou palestras,
Enquanto as palavras choram
Numa insatisfação delirante
Escondeu-se a Poesia,
De vestes rasgadas,
Cabelos em desalinho,
Num olhar assustado
Por uma viela qualquer
Escondeu-se a Poesia,
No fogo em ardor,
Espalhando faíscas à inspiração
Numa vida abafada
Mas sem a Poesia,
Resta apenas pó,
E a procura d’uma jura de Vida...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Escondeu-se a Poesia,
Numa camisa de forças da cidade
Recusando-se à imaginação
Com o apagar do pôr do sol
Escondeu-se a Poesia,
Em laboratórios, ou palestras,
Enquanto as palavras choram
Numa insatisfação delirante
Escondeu-se a Poesia,
De vestes rasgadas,
Cabelos em desalinho,
Num olhar assustado
Por uma viela qualquer
Escondeu-se a Poesia,
No fogo em ardor,
Espalhando faíscas à inspiração
Numa vida abafada
Mas sem a Poesia,
Resta apenas pó,
E a procura d’uma jura de Vida...
Fátima Porto
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domingo, 19 de abril de 2015
AQUI ESTOU
AQUI ESTOU
Como me sinto cheia de nada,
Mas quanto desejava
Estar enleada nos braços
Sugando o mel dos beijos teus
Ah, como alicias a imaginação,
Tendo-te por perto,
Com vontades no olhar
E sem palavras na voz
Vem,
Aqui estarei,
Mulher por inteiro
Em tua busca...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como me sinto cheia de nada,
Mas quanto desejava
Estar enleada nos braços
Sugando o mel dos beijos teus
Ah, como alicias a imaginação,
Tendo-te por perto,
Com vontades no olhar
E sem palavras na voz
Vem,
Aqui estarei,
Mulher por inteiro
Em tua busca...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
SABOREAR
SABOREAR
Faz-me deliciar
Em teu corpo,
Odores que ficam no ar
Semeados de desejos
Deleitar meus lábios
E degustar suavemente
Com teu gosto
Vem até mim
De mansinho,
Com um estreitar de mãos
Deliciosamente passeando os dedos
Numa extensão a nu
Faz derramar com leveza
Teu líquido em minha língua
Desse néctar permitido,
E por Baco consentido
Ah, vinho dos deuses consagrado,
Que saboreando é pouco,
Em paixão de querer sempre mais…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Faz-me deliciar
Em teu corpo,
Odores que ficam no ar
Semeados de desejos
Deleitar meus lábios
E degustar suavemente
Com teu gosto
Vem até mim
De mansinho,
Com um estreitar de mãos
Deliciosamente passeando os dedos
Numa extensão a nu
Faz derramar com leveza
Teu líquido em minha língua
Desse néctar permitido,
E por Baco consentido
Ah, vinho dos deuses consagrado,
Que saboreando é pouco,
Em paixão de querer sempre mais…
Fátima Porto
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sábado, 18 de abril de 2015
ESPELHOS
ESPELHOS
Como não desviar meu olhar
De teus olhos negros brilhantes,
Transparentes,
Cristalinos de pura atração
Tentei evitar
Para não os encontrar,
Em sussurros de paixão
Espelhados nuns olhos sedentos
Tantas palavras largadas ao chão
Num prazer delirante,
Mergulhados no olhar
De intenso amor
Nossos olhares,
Espelhos límpidos,
Que falaram por nós...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como não desviar meu olhar
De teus olhos negros brilhantes,
Transparentes,
Cristalinos de pura atração
Tentei evitar
Para não os encontrar,
Em sussurros de paixão
Espelhados nuns olhos sedentos
Tantas palavras largadas ao chão
Num prazer delirante,
Mergulhados no olhar
De intenso amor
Nossos olhares,
Espelhos límpidos,
Que falaram por nós...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
AMBOS SABEMOS
AMBOS SABEMOS
Andei por terrenos sem dono,
Percorri além-mundo,
Trilhos sem volta,
Como caminhante antes de partir
Em noites escuras,
Sem o raiar do amanhecer,
Fui amante sem ser,
Numa cama vazia e fria
Recordei-te comigo
E amei-te,
Sentindo angústia da distância,
Como barco na tempestade
Almejo teu porto seguro,
E de ti, amar,
Voltar a amar
Para meu corpo serenar
Sinto que estás presente,
Cingindo em tuas fantasias,
E deixar acontecer
Ambos sabemos…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Andei por terrenos sem dono,
Percorri além-mundo,
Trilhos sem volta,
Como caminhante antes de partir
Em noites escuras,
Sem o raiar do amanhecer,
Fui amante sem ser,
Numa cama vazia e fria
Recordei-te comigo
E amei-te,
Sentindo angústia da distância,
Como barco na tempestade
Almejo teu porto seguro,
E de ti, amar,
Voltar a amar
Para meu corpo serenar
Sinto que estás presente,
Cingindo em tuas fantasias,
E deixar acontecer
Ambos sabemos…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
AGORA
AGORA
Não digas nada,
Apenas abraça-me
E murmura teus carinhos
Deixando o aroma em mim,
No meu corpo,
Em minhas saudades
Vem,
Acabando de seres distância
E seres presença agora,
Vem ter comigo
Agora…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Não digas nada,
Apenas abraça-me
E murmura teus carinhos
Deixando o aroma em mim,
No meu corpo,
Em minhas saudades
Vem,
Acabando de seres distância
E seres presença agora,
Vem ter comigo
Agora…
Fátima Porto
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sexta-feira, 17 de abril de 2015
SÓ TU
SÓ TU
Meus dedos tocam-te
Como se sonhasse,
E olho sem palavras
Ao ler tua alma
Mansamente,
Mãos nas mãos,
Sussurras o que quero ouvir
Nossos corpos enleados
Ondulam em deleite,
Como barco nas ondas
Num mar de amor
Mar,
Como assinalas a distância,
Mesmo na memória dum beijo,
Degustado e ansiado,
Na saudade d’um querer mais…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Meus dedos tocam-te
Como se sonhasse,
E olho sem palavras
Ao ler tua alma
Mansamente,
Mãos nas mãos,
Sussurras o que quero ouvir
Nossos corpos enleados
Ondulam em deleite,
Como barco nas ondas
Num mar de amor
Mar,
Como assinalas a distância,
Mesmo na memória dum beijo,
Degustado e ansiado,
Na saudade d’um querer mais…
Fátima Porto
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OUVIR, VER E SENTIR
OUVIR, VER E SENTIR
Faz-me acalentar esta vontade de ti,
Num desejo maior ainda
Para te ter presente em mim
Nos silêncios das noites,
Sinto-te,
Vejo-te,
Longe do alcance dos meus braços
Teu calor arrefece na ausência,
E num tempo lento,
Onde ventos teimam em destruir,
Quantos pensamentos abafados, contidos,
E clamados em exaltação
Não te oiço
Onde estão tuas palavras,
Sussurradas lentamente,
No envolver de carícias doces,
Fazendo-nos estremecer
Existe uma névoa em teu redor,
Vinda de brisas frias,
Fazendo desviar-te no tempo,
Em corpo e alma,
Sem calor, sem palavras
Não te vejo
Beijos que demos,
Quando o tempo parou,
E só o nosso existia,
Enquanto os corpos se colavam
No odor da loucura
Já não te sinto
Tento controlar
Lágrimas que teimam em cair,
Pois uma Alma despedaçada,
Ainda sente...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Faz-me acalentar esta vontade de ti,
Num desejo maior ainda
Para te ter presente em mim
Nos silêncios das noites,
Sinto-te,
Vejo-te,
Longe do alcance dos meus braços
Teu calor arrefece na ausência,
E num tempo lento,
Onde ventos teimam em destruir,
Quantos pensamentos abafados, contidos,
E clamados em exaltação
Não te oiço
Onde estão tuas palavras,
Sussurradas lentamente,
No envolver de carícias doces,
Fazendo-nos estremecer
Existe uma névoa em teu redor,
Vinda de brisas frias,
Fazendo desviar-te no tempo,
Em corpo e alma,
Sem calor, sem palavras
Não te vejo
Beijos que demos,
Quando o tempo parou,
E só o nosso existia,
Enquanto os corpos se colavam
No odor da loucura
Já não te sinto
Tento controlar
Lágrimas que teimam em cair,
Pois uma Alma despedaçada,
Ainda sente...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
quarta-feira, 15 de abril de 2015
DESPEM OLHARES
DESPEM OLHARES
Tuas mãos ao tocarem de mansinho,
Fazem-me sentir arrepios
Teu olhar, em palavras doces,
Despem-me lentamente
Pelo silêncio da noite,
E meu corpo treme
Leva-me em ti
Com o aconchego d’um beijo,
Em deleite de afagos
No calor do teu colo
Estremeço à tua voz,
No sonho de tantos quereres,
E vontades que sussurram
Promessas secretas aos corações
Consagro-me às tuas mãos,
Para que mostres o céu,
Rendendo-me…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Tuas mãos ao tocarem de mansinho,
Fazem-me sentir arrepios
Teu olhar, em palavras doces,
Despem-me lentamente
Pelo silêncio da noite,
E meu corpo treme
Leva-me em ti
Com o aconchego d’um beijo,
Em deleite de afagos
No calor do teu colo
Estremeço à tua voz,
No sonho de tantos quereres,
E vontades que sussurram
Promessas secretas aos corações
Consagro-me às tuas mãos,
Para que mostres o céu,
Rendendo-me…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
PENSANDO
PENSANDO
Penso em ti
Em sentimentos
Soltando palavras,
Contidas,
Num expressar
De querer,
Em vontades caladas
Somos dois a conter,
Reprimir almas,
Lutando,
Desabafando,
Com lágrimas a rolar
Mas o espírito espera,
O pensamento voa
Levando asas de doçura,
E um calor
Que me deixa arrefecer
Queria-te
Ao meu lado,
Acolhendo
O calor de um abraço,
Em teu regaço
Mas só penso
Em ti...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Penso em ti
Em sentimentos
Soltando palavras,
Contidas,
Num expressar
De querer,
Em vontades caladas
Somos dois a conter,
Reprimir almas,
Lutando,
Desabafando,
Com lágrimas a rolar
Mas o espírito espera,
O pensamento voa
Levando asas de doçura,
E um calor
Que me deixa arrefecer
Queria-te
Ao meu lado,
Acolhendo
O calor de um abraço,
Em teu regaço
Mas só penso
Em ti...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
terça-feira, 14 de abril de 2015
AMOR E PAIXÃO
AMOR E PAIXÃO
Bocas juntam-se,
Corpos colam-se,
Mãos vão explorando,
O amor vai chegando
Aqueles beijos prolongados
Queridos e ansiados,
Trazem os prazeres desejados
Beijos de parar a respiração
Provocando intensa atracção
Ondas seguidas de prazer,
Ardentemente sentidas
Forte sensação
Quão enorme desejo,
Revela uma paixão desmedida
Mutuamente concedida
Beijos apaixonados,
Extasiados,
Com vontades repetidas
De prazeres ainda não sentidos
E revela-se a paixão interior
Tão cheia de sabor
Beijos quase desesperados
Deixando os amantes transtornados,
Beijos agora desejados
Tão gostosamente sonhados
Corpos que se desejam
E que ardentemente se colam
Beijos que com arrepios são lembrados
Ao serem ternamente evocados
Amores de paixão
Mas que deixam recordação
Dum momento tão louco, tão bom
Um doce carinho no corpo
Num beijo prolongado…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Bocas juntam-se,
Corpos colam-se,
Mãos vão explorando,
O amor vai chegando
Aqueles beijos prolongados
Queridos e ansiados,
Trazem os prazeres desejados
Beijos de parar a respiração
Provocando intensa atracção
Ondas seguidas de prazer,
Ardentemente sentidas
Forte sensação
Quão enorme desejo,
Revela uma paixão desmedida
Mutuamente concedida
Beijos apaixonados,
Extasiados,
Com vontades repetidas
De prazeres ainda não sentidos
E revela-se a paixão interior
Tão cheia de sabor
Beijos quase desesperados
Deixando os amantes transtornados,
Beijos agora desejados
Tão gostosamente sonhados
Corpos que se desejam
E que ardentemente se colam
Beijos que com arrepios são lembrados
Ao serem ternamente evocados
Amores de paixão
Mas que deixam recordação
Dum momento tão louco, tão bom
Um doce carinho no corpo
Num beijo prolongado…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
DOCE SILÊNCIO
DOCE SILÊNCIO
Num doce silêncio,
Cascatas de palavras foram ditas,
Sem que as bocas se abrissem
E no afago de tantos abraços,
A dor d’ausência diluiu-se,
Em promessas seladas de beijos...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Num doce silêncio,
Cascatas de palavras foram ditas,
Sem que as bocas se abrissem
E no afago de tantos abraços,
A dor d’ausência diluiu-se,
Em promessas seladas de beijos...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 13 de abril de 2015
POUCO E TANTO
POUCO E TANTO
Deixaste um sabor a pouco
Dos teus beijos cor de fogo
Quão doces lábios meigos
Na minha boca que sussurrou
Palavras mudas
Olhos que vêem fechados
Um desejo de querer
Do nada a ser tudo
Quando nossas bocas se uniram
Beijo roubado
Consentido
Trazido na saudade
De nunca ser esquecido
Pois selou profundo amor
E aos sete ventos entoado…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Deixaste um sabor a pouco
Dos teus beijos cor de fogo
Quão doces lábios meigos
Na minha boca que sussurrou
Palavras mudas
Olhos que vêem fechados
Um desejo de querer
Do nada a ser tudo
Quando nossas bocas se uniram
Beijo roubado
Consentido
Trazido na saudade
De nunca ser esquecido
Pois selou profundo amor
E aos sete ventos entoado…
Fátima Porto
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MINHA SINA
MINHA SINA
Tanta água por onde passo
Como as lágrimas que meus olhos vertem,
De profunda saudade que dói
Canto triste fado
Escrito na minha sina,
Sentido p’la nostalgia,
E na angústia dos gritos surdos
Quero lavar-me d’amor
Em delírio do destino,
Olvidando o amargo da Vida,
P’ra acreditar que estou viva
Ah doces desvarios,
Ditados de tal sorte,
Porque lágrimas,
Essas secaram,
Mas a tristeza do meu fado,
Ainda dilacera minh’alma...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Tanta água por onde passo
Como as lágrimas que meus olhos vertem,
De profunda saudade que dói
Canto triste fado
Escrito na minha sina,
Sentido p’la nostalgia,
E na angústia dos gritos surdos
Quero lavar-me d’amor
Em delírio do destino,
Olvidando o amargo da Vida,
P’ra acreditar que estou viva
Ah doces desvarios,
Ditados de tal sorte,
Porque lágrimas,
Essas secaram,
Mas a tristeza do meu fado,
Ainda dilacera minh’alma...
Fátima Porto
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domingo, 12 de abril de 2015
VONTADES
VONTADES
Como sonhava,
Ser a manhã que te desperta,
O sol que suavemente te acorda
Em doces carícias
Como sonhava,
Estar nos dias, horas e minutos
Que por ti passam,
Pois é contigo que quero estar
Como sonhava,
Ser a brisa que passa e te toca,
Num carinho e enlevo,
Com a dedicação de quem te ama
E em pensamentos e sonhos
Nos meus desejos, vivo emoções,
De estarmos serenamente enlaçados,
E de um sentir pleno e amado
Como desejava…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Como sonhava,
Ser a manhã que te desperta,
O sol que suavemente te acorda
Em doces carícias
Como sonhava,
Estar nos dias, horas e minutos
Que por ti passam,
Pois é contigo que quero estar
Como sonhava,
Ser a brisa que passa e te toca,
Num carinho e enlevo,
Com a dedicação de quem te ama
E em pensamentos e sonhos
Nos meus desejos, vivo emoções,
De estarmos serenamente enlaçados,
E de um sentir pleno e amado
Como desejava…
Fátima Porto
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BASTA DE SOFRER
BASTA DE SOFRER
Dorido,
Sangrando,
Cansado, pobre coração
Esventrado de feridas profundas
Louco e alucinante
Entrega-se nas garras do amor,
Perdendo o sentido real,
Para na solidão gritar
O silêncio é seu companheiro,
Mesmo em ideias distantes,
Destruindo quimeras
Basta! Quero ir mais longe
Sarar minhas feridas,
Clamar bem alto
O que profundo me dói,
Sem ecos abafados…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Dorido,
Sangrando,
Cansado, pobre coração
Esventrado de feridas profundas
Louco e alucinante
Entrega-se nas garras do amor,
Perdendo o sentido real,
Para na solidão gritar
O silêncio é seu companheiro,
Mesmo em ideias distantes,
Destruindo quimeras
Basta! Quero ir mais longe
Sarar minhas feridas,
Clamar bem alto
O que profundo me dói,
Sem ecos abafados…
Fátima Porto
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sábado, 11 de abril de 2015
CHUVA
CHUVA
Chuva de lágrimas misturada
Vai escorrendo p’lo meu rosto
Em murmúrios de silêncios afogados,
Numa alma seca de clamores…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Chuva de lágrimas misturada
Vai escorrendo p’lo meu rosto
Em murmúrios de silêncios afogados,
Numa alma seca de clamores…
Fátima Porto
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IMPULSOS
IMPULSOS
Olha-me com o mais sensual dos teus olhares,
Olha-me, até te fartares
Sorri com o mais provocante dos teus sorrisos,
Sorri, porque eu de ti preciso
Beija-me com o mais quente dos teus beijares,
Beija-me, até te saciares
Abraça-me com o mais envolvente dos teus abraços,
Abraça-me, até ao nosso cansaço
Acaricia-me com o mais atrevido dos teus carinhos,
Acaricia-me, até encontrares caminhos meus
Acha-me, no delírio dos nossos corpos ardentes,
Acha-me, até sermos um, somente
Repousa em nós, com palavras de olhares,
Repousa nos silêncios nossos…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Olha-me com o mais sensual dos teus olhares,
Olha-me, até te fartares
Sorri com o mais provocante dos teus sorrisos,
Sorri, porque eu de ti preciso
Beija-me com o mais quente dos teus beijares,
Beija-me, até te saciares
Abraça-me com o mais envolvente dos teus abraços,
Abraça-me, até ao nosso cansaço
Acaricia-me com o mais atrevido dos teus carinhos,
Acaricia-me, até encontrares caminhos meus
Acha-me, no delírio dos nossos corpos ardentes,
Acha-me, até sermos um, somente
Repousa em nós, com palavras de olhares,
Repousa nos silêncios nossos…
Fátima Porto
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EU
EU
Menina que fui
Mulher que sou
Gargalhadas que dei,
Lágrimas de sangue que chorei,
Passado que não esqueci,
Vidas que não vivi
Com um filho nos braços
Alegria abençoada de Deus,
Carne da minha carne
Felicidade dos olhos meus
Vivo o presente
Olhando o futuro,
Esperando a bonança
Após a tempestade
Embora aguarde,
Não baixo os braços,
Vou sempre à luta
E de cabeça erguida
Pedras no caminho
Que fazem cair,
Mas que me dão mais força
Para prosseguir
Assim sou eu,
Conforme aqui estou,
A menina que fui,
A mulher que sou…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Menina que fui
Mulher que sou
Gargalhadas que dei,
Lágrimas de sangue que chorei,
Passado que não esqueci,
Vidas que não vivi
Com um filho nos braços
Alegria abençoada de Deus,
Carne da minha carne
Felicidade dos olhos meus
Vivo o presente
Olhando o futuro,
Esperando a bonança
Após a tempestade
Embora aguarde,
Não baixo os braços,
Vou sempre à luta
E de cabeça erguida
Pedras no caminho
Que fazem cair,
Mas que me dão mais força
Para prosseguir
Assim sou eu,
Conforme aqui estou,
A menina que fui,
A mulher que sou…
Fátima Porto
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sexta-feira, 10 de abril de 2015
DOU-TE UMA ROSA
DOU-TE UMA ROSA
Não pretendo olhar em teus olhos,
Ao dar-te a rosa,
Porque falariam mais que os lábios
Ver teu rosto,
Teu corpo,
Nosso desejo
Minha alma iria quer dizer o contrário,
Para não veres
Lágrimas a rolarem
Ao conter um grito
Para ficares comigo
Jogo de palavras em olhares
Quando há sempre um pedir para voltar
Porque mesmo assim,
Amo-te
E deseja-mo-nos
Olha-me em silêncio
E recebe esta rosa em mim...
Fátima Porto
Não pretendo olhar em teus olhos,
Ao dar-te a rosa,
Porque falariam mais que os lábios
Ver teu rosto,
Teu corpo,
Nosso desejo
Minha alma iria quer dizer o contrário,
Para não veres
Lágrimas a rolarem
Ao conter um grito
Para ficares comigo
Jogo de palavras em olhares
Quando há sempre um pedir para voltar
Porque mesmo assim,
Amo-te
E deseja-mo-nos
Olha-me em silêncio
E recebe esta rosa em mim...
Fátima Porto
QUANDO...
QUANDO…
Quando a saudade chega,
Uma lágrima rola,
As palavras calam no silêncio,
O corpo arrefece
Sentindo a falta d’um carinho
Quando,
Tudo se torna ausente no presente,
Até as mãos e o regaço
Outrora cheios de tudo,
Agora estão vazios de nada…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Quando a saudade chega,
Uma lágrima rola,
As palavras calam no silêncio,
O corpo arrefece
Sentindo a falta d’um carinho
Quando,
Tudo se torna ausente no presente,
Até as mãos e o regaço
Outrora cheios de tudo,
Agora estão vazios de nada…
Fátima Porto
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quinta-feira, 9 de abril de 2015
UM POUCO LOUCA
UM POUCO LOUCA
De pés amarrados
Num trilho de desgraças
Árduo, doído
Desato os nós
Que impedem meus passos
Quero desprender,
Desatar,
Para correr
Em passos largos
Nos caminhos da fantasia
Deixem-me
Ser um pouco louca,
Sem nós que me prendam
À minha existência…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
De pés amarrados
Num trilho de desgraças
Árduo, doído
Desato os nós
Que impedem meus passos
Quero desprender,
Desatar,
Para correr
Em passos largos
Nos caminhos da fantasia
Deixem-me
Ser um pouco louca,
Sem nós que me prendam
À minha existência…
Fátima Porto
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VENTO
VENTO
Vento,
Que passas ligeiro,
Deixando uma brisa
Doce e suave,
Que toca em meu rosto
Vento,
Que trazes recados,
Num ecoar de mansinho,
Só para mim
Vento,
Que soltas cabelos,
Fazendo esvoaçar roupas
Para me levares contigo
Vento,
Turbilhão de marés,
Em mar revolto
Como minh’alma
Vento,
Aconchegas mágoas,
Nas lágrimas arrancadas e vertidas
Das chagas do peito
Vento,
Que choras baixinho,
Sussurrando tristezas
Nos braços frios d’amargura
Em dias de solidão
Deixa-me voar contigo...
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Vento,
Que passas ligeiro,
Deixando uma brisa
Doce e suave,
Que toca em meu rosto
Vento,
Que trazes recados,
Num ecoar de mansinho,
Só para mim
Vento,
Que soltas cabelos,
Fazendo esvoaçar roupas
Para me levares contigo
Vento,
Turbilhão de marés,
Em mar revolto
Como minh’alma
Vento,
Aconchegas mágoas,
Nas lágrimas arrancadas e vertidas
Das chagas do peito
Vento,
Que choras baixinho,
Sussurrando tristezas
Nos braços frios d’amargura
Em dias de solidão
Deixa-me voar contigo...
Fátima Porto
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
SEDUZINDO A FANTANSIA
SEDUZINDO A FANTASIA
Baloicei em ventos de esperança
Ao amanhecer de dias claros,
Por terras onde o sol aquece,
Com desejo de tal sorte
Deixei a brisa tocar o rosto
Deslizando doce e suave,
Soltando os meus cabelos
No embalo d’um desejo
Oh praia que eu invento,
Aqui ou em qualquer lugar,
Traz-me de volta o tempo,
O tempo que lá deixei
Cantem vitórias palmeiras
Em borbulhar ameno das ondas,
Fazendo acalentar fantasias,
Pois também matam saudades
E vou baloiçando,
Num vai e vem de quem recorda,
Como que se o tempo parasse,
Em relógio sem ponteiros,
Numa despedida ao sol…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Baloicei em ventos de esperança
Ao amanhecer de dias claros,
Por terras onde o sol aquece,
Com desejo de tal sorte
Deixei a brisa tocar o rosto
Deslizando doce e suave,
Soltando os meus cabelos
No embalo d’um desejo
Oh praia que eu invento,
Aqui ou em qualquer lugar,
Traz-me de volta o tempo,
O tempo que lá deixei
Cantem vitórias palmeiras
Em borbulhar ameno das ondas,
Fazendo acalentar fantasias,
Pois também matam saudades
E vou baloiçando,
Num vai e vem de quem recorda,
Como que se o tempo parasse,
Em relógio sem ponteiros,
Numa despedida ao sol…
Fátima Porto
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O PERDÃO
O PERDÃO
O meu perdão,
Por sentimentos contidos, calados,
Bem fundo do peito
O meu perdão,
Pelas dores e angústias,
Limitadas na alma
O meu perdão,
Porque os olhos leram palavras não ditas,
Mas reprimidas no coração
O meu perdão,
Porque me levantei, mesmo depois de cair,
Até quando faltava forças para prosseguir
O meu perdão,
Das lágrimas incontidas que turvam o olhar,
E quão ardem e destroem como fel
Perdão
Ao meu corpo cansado,
Que desfrute d’um sorriso, Paz e um pouco d’Esperança…
Fátima Porto
O meu perdão,
Por sentimentos contidos, calados,
Bem fundo do peito
O meu perdão,
Pelas dores e angústias,
Limitadas na alma
O meu perdão,
Porque os olhos leram palavras não ditas,
Mas reprimidas no coração
O meu perdão,
Porque me levantei, mesmo depois de cair,
Até quando faltava forças para prosseguir
O meu perdão,
Das lágrimas incontidas que turvam o olhar,
E quão ardem e destroem como fel
Perdão
Ao meu corpo cansado,
Que desfrute d’um sorriso, Paz e um pouco d’Esperança…
Fátima Porto
DOR POR ENTRE OS DEDOS
Desfaço lentamente
Com mágoa, por entre os dedos,
A flor imaginada na entrega
Algum dia dada
Flor de sorrisos ocos,
De odor que embriagou sentimentos
E que se esmoreceu como o vento
Pétala a pétala, caiem por terra
Momentos lindos, de encantar,
Pisados, calcados,
Nesta tristeza incontida
Minha mão fecha-se
Derramando todo um sofrimento,
Não de raiva, nem de ódio,
Mas um sentido bem profundo
Que tudo faz doer
Porque me querem assim
E dói tanto na Alma?
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Desfaço lentamente
Com mágoa, por entre os dedos,
A flor imaginada na entrega
Algum dia dada
Flor de sorrisos ocos,
De odor que embriagou sentimentos
E que se esmoreceu como o vento
Pétala a pétala, caiem por terra
Momentos lindos, de encantar,
Pisados, calcados,
Nesta tristeza incontida
Minha mão fecha-se
Derramando todo um sofrimento,
Não de raiva, nem de ódio,
Mas um sentido bem profundo
Que tudo faz doer
Porque me querem assim
E dói tanto na Alma?
Fátima Porto
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terça-feira, 7 de abril de 2015
PALAVRAS
Palavras escritas
A que dou sentimento
De boca calada,
Deixando a alma falar,
Em folhas brancas
Com salpicos de paixões
Mágoas tristes,
Banhadas de lágrimas,
Com marcas de ansiedade
Nas palavras por dizer
Ah quem me dera ser poeta,
E ter nas mãos as palavras
Que florescem na minh’alma
Ah se eu fosse poeta,
Largava meu coração
Aos ventos da imaginação…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
Palavras escritas
A que dou sentimento
De boca calada,
Deixando a alma falar,
Em folhas brancas
Com salpicos de paixões
Mágoas tristes,
Banhadas de lágrimas,
Com marcas de ansiedade
Nas palavras por dizer
Ah quem me dera ser poeta,
E ter nas mãos as palavras
Que florescem na minh’alma
Ah se eu fosse poeta,
Largava meu coração
Aos ventos da imaginação…
Fátima Porto
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