AI COMO DÓI…
Lágrimas que lavam meu rosto
Com gemidos abafados
Em silêncios surdos, tapados
Quero secar minha tristeza,
Toda a dor que aperta o peito
Numa solidão de canas secas
Do tecto da minha cubata
Cresço de olhos vazios
Sufocando “ai uiê!”
Num regaço de nada
Rogando esperança
Ai como dói
Minha alma de criança…
Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC
segunda-feira, 17 de junho de 2013
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