ÁRVORE NUA
A árvore
À beira do lago
Despida de folhas,
Foi nossa única cúmplice,
Quando nos amámos
O nosso lugar,
Sem outros olhares
E despidos como ela
Corpos ondulantes,
Como as aguas do lago,
De cabelos ao vento
Junto à árvore
Beijos
Misturavam-se
Com as caricias suaves
Pelos corpos nus
Arrepios,
P’lo passear leve,
Dos dedos,
Em cantos e recantos,
E de olhares que diziam tudo
A árvore nem falou nem olhou,
Mas foi nossa cúmplice
E estava nua, como nós...
Fátima Porto
terça-feira, 17 de junho de 2014
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