domingo, 9 de outubro de 2011
VESTIDA EM ÁGUAS MANSAS
Não importo de molhar
Meu corpo vestido
À longa espera de ti
Em águas mansas
Tenho-me na imaginação
De ter presente
Na ausência
Perdida no olhar
Sentida na alma
Na solidão
Águas brandas
Tragam-me recados
Vindos de outros lugares
Marcados pela saudade
Pois aliviam
Minha tristeza
Os olhos
Afundam-se
No horizonte vazio de nada
Numa alma banhada
De mágoas.
Poema editado no Jornal O REBATE de Macaé - Brasil
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