segunda-feira, 16 de junho de 2014

OLHAR TRISTE

OLHAR TRISTE

Teu olhar esvai-se,
Como o tempo
Livre no horizonte

Panos negros te envolvem
Porque sombria está tua alma
Entre lágrimas que já secaram

Mulher da minha terra,
Que de panos traçados
Enrolas-te como em abraços,
Com o teu olhar, perdido em nada

Mesmo na tristeza mostras encanto,
Como o cheiro da terra vermelha
Sacudida pela aragem quente,
Em deliciosa perfeição
Fazendo-se envolver na tua amargura

Em que brisas do vento
Teus pensamentos se dispersam,
Triste mulher da minha terra?


Fátima Porto
Fotografia de David M Oliveira

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