domingo, 29 de abril de 2012

SOLIDÃO DO PORTO




Perdi meu porto de abrigo
Ao entardecer
Nas águas calmas dum rio

Na solidão gritei
Lágrimas num horizonte
Que arrefecia como eu

Abracei-me aos últimos raios
Aquecendo minh’alma
Das feridas que cozia com teu perdão

Mais um dia se esvai
Contendo meu silêncio
Que se esgota de emoções
Olhando a janela do mundo

Desejo descobrir meu porto
Desaparecido na imensa dor…


Fátima Porto
Fotografia : Luis S. Marques

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RENDER-ME AO CASTIGO