terça-feira, 1 de novembro de 2011

SEM TE VER


Tua mão
Na minha
Teu corpo nu
Que aquece o meu
Acende a chama
Do desejo
De sentir
Sem te ver

Meus olhos cegos
Pressentem
O que a alma
Sussurra de mansinho

Doce ardor
Meu peito carrega
Na tua ausência
Em noites sonhado
De saudades
Por não ver
Quem tanto anseio
E desespero…


Poema editado no Jornal O REBATE de Macaé - Brasil

2 comentários:

  1. Parabéns, Fátima!
    Sensualidade em bom estilo.
    rosângelaSgoldoni

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  2. “... abre-me os teus olhos e deixa-me mergulhar no teu olhar... abre-me os teus braços e deixa-me enlaçar no calor de um abraço... abre-me os teus lábios e deixa-me sentir o mel do teu beijo... abre-me o teu corpo e deixa-me ser possuído pelo desejo... abre-me a tua alma e deixa-me penetrar o teu ser... sentir tudo o que sei teres para me dar... amor de tanto amar... abre-me os teus ouvidos e deixa-me sussurrar as meigas palavras que tanto gostas de ouvir... e pele com pele sabermos que somos e sentirmos o doce aroma do mar que nos embala no cheiro da maresia que de nós mesmos exala... olharmos o interior do sermos apenas um acto de amor... mergulhar na seiva que a pele produz no sabor pleno em que tudo se transforma em luz... e o sol nos sorri, numa conspiração mútua do que ele sabe sobre mim e sobre ti... e o calor que nos abrasa arrefece-o porque mais forte que ele... e o amor preenche o momento em que nada mais somos do que pétalas suaves vogando nos ares como as asas das aves... e o seu planar, em pleno voo, de tanto sentirmos, tu te me entregas e eu a ti me doo...”

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