terça-feira, 18 de junho de 2013

QUEREM

QUEREM

Querem que abafe as palavras,
Mas sorrio
Querem calcar aquilo que sou,
Mas sigo em frente
Querem amordaçar meus gestos,
Mas abraço-me
Querem tirar minha Liberdade,
Mas não me escondo

Sou aquilo que sou,
E por isso grito
Mesmo que seja ao vento,
Porque não uso resguardos

Dói,
Cansa,
Chega a solidão,
E “fecho-me atrás d’um fecho”…

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

1 comentário:

  1. E a poesia,Fátima,surge como o nosso bálsamo.Quando querem que nos fechemos,a poesia em nós abre-se com
    a mesma força com que ela nos sai das mãos,dos dedos.Bela.

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