segunda-feira, 28 de julho de 2014

LAVO-ME

LAVO-ME

Lavo minhas lágrimas de tristeza
Num mar que não tem fim

Lavo a alma dilacerada
Em marés calmas

Lavo minha solidão
Na espuma das ondas

Lavo minhas esperanças
Em praias que invento

Lavo a brisa que corre mansinho
Com cheiro do por do sol

Lavo meu corpo na imaginação
Em doces águas com sabor salgado

Lavo-me em saudades doridas
D’uma Angola ao entardecer …


Fátima Porto

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