segunda-feira, 14 de julho de 2014

VIDAS VIVIDAS

VIDAS VIVIDAS

Barbas brancas
Envelhecidas p’lo tempo,
Deixam transparecer
Um olhar vazio,
Mas carregado de vida
Nos velhos e cansados ombros

Contam histórias
As rugas do rosto,
E as lágrimas
Que ninguém viu chorar

Cala o silêncio
À ombreira da porta,
Num degrau de pedra,
Gasto e envelhecido

Mais um dia que amanhece
No desejo d’aquecer
Uma vida esquecida...

Fátima Porto

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