terça-feira, 15 de julho de 2014

TEMPO SÓ

TEMPO SÓ

Na solidão do meu quarto
As horas voam no tempo
Marcadas num relógio sem ponteiros

Minutos que se esvaem por janelas trancadas,
Em segundos, por paredes vazias de nada,
Onde os silêncios se entrelaçam na brisa
Que escorrega nos degraus de lágrimas

O momento assinala mistérios
Vividos no tempo,
Pois abafaram a memória
Se algum dia podia ter existido...

Fátima Porto

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