sábado, 20 de abril de 2013

TER ASAS




Como gostaria de ter asas para voar
E respirar profundamente
Para saltar do morro mais alto
Deslizando sobre o mar
Como as gaivotas fazem

Atravessá-lo-ia, deslizando,
Sem medo das ondas revoltas
Cruzando o mar,
Desgastando minhas asas no voo
Até chegar a ti

Prender-te-ia em meu abraço
De nossas quimeras veladas,
Até que o dia amanhecesse,
Mas já suavemente quente…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

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