ESCONDEU-SE A POESIA

ESCONDEU-SE A POESIA

Escondeu-se a Poesia,
Numa camisa de forças da cidade
Recusando-se à imaginação
Com o apagar do pôr do sol

Escondeu-se a Poesia,
Em laboratórios, ou palestras,
Enquanto as palavras choram
Numa insatisfação delirante

Escondeu-se a Poesia,
De vestes rasgadas,
Cabelos em desalinho,
Num olhar assustado
Por uma viela qualquer

Escondeu-se a Poesia,
No fogo em ardor,
Espalhando faíscas à inspiração
Numa vida abafada

Mas sem a Poesia,
Resta apenas pó,
E a procura d’uma jura de Vida...

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

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