sexta-feira, 17 de abril de 2015

OUVIR, VER E SENTIR

OUVIR, VER E SENTIR

Faz-me acalentar esta vontade de ti,
Num desejo maior ainda
Para te ter presente em mim

Nos silêncios das noites,
Sinto-te,
Vejo-te,
Longe do alcance dos meus braços

Teu calor arrefece na ausência,
E num tempo lento,
Onde ventos teimam em destruir,
Quantos pensamentos abafados, contidos,
E clamados em exaltação

Não te oiço

Onde estão tuas palavras,
Sussurradas lentamente,
No envolver de carícias doces,
Fazendo-nos estremecer

Existe uma névoa em teu redor,
Vinda de brisas frias,
Fazendo desviar-te no tempo,
Em corpo e alma,
Sem calor, sem palavras

Não te vejo

Beijos que demos,
Quando o tempo parou,
E só o nosso existia,
Enquanto os corpos se colavam
No odor da loucura

Já não te sinto

Tento controlar
Lágrimas que teimam em cair,
Pois uma Alma despedaçada,
Ainda sente...

Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

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