sábado, 11 de abril de 2015

EU

EU

Menina que fui
Mulher que sou

Gargalhadas que dei,
Lágrimas de sangue que chorei,
Passado que não esqueci,
Vidas que não vivi

Com um filho nos braços
Alegria abençoada de Deus,
Carne da minha carne
Felicidade dos olhos meus

Vivo o presente
Olhando o futuro,
Esperando a bonança
Após a tempestade

Embora aguarde,
Não baixo os braços,
Vou sempre à luta
E de cabeça erguida

Pedras no caminho
Que fazem cair,
Mas que me dão mais força
Para prosseguir

Assim sou eu,
Conforme aqui estou,
A menina que fui,
A mulher que sou…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

1 comentário:

  1. Mulher
    Que no fundo do seu ser,
    Leva a outros seres e saberes.
    ...
    Que...
    Em todo o seu ser,
    Imana poesia.

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A MUDANÇA ASSUSTA