domingo, 22 de janeiro de 2012

PAIXÃO




Paixão, sentimento confuso,
Obsessiva afeição intensa.

Doença, que se levada ao último grau,
Se assenhora, prende, retêm,
Na maior das teias.

Como se uma aranha fosse
Ao capturar a sua indefesa presa,
Para depois, lentamente, a devorar.

És algo do nosso irracional
Apoderando-se do emocional
Qualquer que seja a pessoa,
Cruel, nada te escapa.

Pois sois a primeira etapa
Deste sentimento impetuoso
Que busca e aprisiona almas.
Tu, paixão, que nem sequer te importas
Que seja para o bem ou para o mal
Sabes que és o gostar exagerado
Dos que pensam estar a amar
E na realidade são obcecados.

Aqueles que buscam desesperados
Um alguém a quem possam
Dar vazão
A tão violento sentimento.

Paixão, na realidade é o ciúme
Reprimido, escondido,
Na parte nociva do coração!

1 comentário:

RENDER-ME AO CASTIGO