sábado, 9 de julho de 2011

MUSICA COLORIDA


Com muita suavidade
ouve-se ao longe
sons de uma bela melodia
Os tons vão-se firmando
em oitavas
e sustenidos
com acordes bem vibrados
Dó,Mi,Sol
Quando melhor se ouve
cruzam-se as mãos em pianissímo
percorrendo o teclado
pondo tambem benóis
Mas que linda e que bela
toda esta melodia
não é mais que uma
Canção colorida
Mais um acorde
vincado com o pedal
para que o som
se faça ouvir
Ré,Sol,Si
Quem não souber as notas
pode não entender a música
sendo ela colorida
Dó,Ré,Mi,Fá,Sol,Lá,Si
tudo em corrida...

REFÚGIO


Alma que se invade
querendo ficar só
deambulando na existência
de nada querendo
Quedo-me entre o sonho
e a realidade
prostrada na poltrona
de olhos cerrados
para não ver
que meus olhos querem
Leda e triste
na minha solidão
não há estradas que corra
nem atalhos
que palmilhe
porque longe de tudo
no meu refúgio
minha alma nao chora
e minha imaginação
não voa...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AUSÊNCIA


Que inunda a alma
Retalha o coração
Dos beijos ausentes
Memórias de um tempo
Ausente
Mas não
Há vazio esquecido
O tempo levou-te para longe
Deixando momentos
Inolvidáveis
De abraços que hoje
Estão frios de ti
De toques de mãos suaves
Em corpo ausente
Arrepio invade
À lembrança de meus cabelos
Acariciados
Um desejo
De uma cama que não existiu
Mas que perdidamente
Deitámos nela
Sem pudor de um querer
E ultrapassando barreiras
Eternizando na união
De seivas e fluidos
D’um amor enlouquecido
Porque seria um amor sonhado
Desejado
Querido
Mas…. Ausente …

quinta-feira, 7 de julho de 2011

TUDO VAZIO


Duas cadeiras vazias
numa casa vazia
Tudo foi
até mesmo o tempo
em que a casa tinha gente
e as cadeiras tambem
Hoje nela habitam
rosas silvestres
que apareçeram do nada
umas brancas
outras vermelhas
mesmo à beira das cadeiras
Cresçeram e entrelaçaram
uma na outra
sem nunca tocarem os picos
O telhado caiu à casa
por tanto tempo que passou
mas as cadeiras
essas nao
bem agarradas ao chão
p'lo entrelaçar das roseiras
como se ainda houvesse
o grande amor d'outra
Rosa branca
Rosa vermelha...

OUTRA DIMENSÃO


Vou para outra dimensão
levada pelo vento
pela lua
por mim
Quero encontrar o "eu"
que perdi
Viajo no tempo
para lá do firmamento
Mas apenas econtro
espaço vago
nada
algo concreto de mim
A dimensão é real
assim como eu tambem
Só não encontro o espaço
em que viajo
e transito
Estará em outra dimensão
e eu em outra...

REDES


Sinto-me enredada
por redes que me envolvem
revolvem
sem saber da ponta
Deixam ver a luz
mas que escureçem a alma
dão voltas
sem saber porquê
deixando cada vez mais envolta
Redes como armadilha
que se cai e nao se sai
grita-se
e ninguem ouve
a voz embargada
esvai-se
Nem uma lágrima cai
nesta dor amargurada
Luta-se ate ao fim
entre redes
enredada...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

TEMPO NO TEMPO


Tempo que anda no tempo
Parando
Deixando réstias
Do tempo passado
Tempo presente
Pára
Que o tempo futuro
É incógnita
Gira em ti
Tempo
Fazendo a roda do tempo girar
Gira que gira
Mas volta ao ponto de partida
Do tempo passado
Presente
Tempo não ande depressa
Que o futuro espreita
Tempo que anda no tempo
Dentro de uma ampulheta
Vai correndo devagar
Até tudo acabar…

CAMINHO DA VIDA


Vida em comum
De alegrias
E tristezas
Num doar constante
Já fomos jovens
Na loucura da vida
Onde para nós chegava
“ amor e uma cabana”
Crescemos um pouco
Vêem os filhos
Oh como nos fazem amadurecer!
Num ápice eles voam
E ficamos sozinhos
Como há anos atrás
Com experiencia da vida
De anos a fio
Soubemos lidar
Com o bom e o mau
Podemos saborear
O que nos resta
Não sabemos quanto
Mas que doçura
O aconchego
O ombro
Até mesmo um beijo
Com o mesmo sabor
Que tinha de há uns anos atrás
Nos nossos passeios
Revivemos e vivemos tudo
Abraçados ou de mãos dadas
Como dois namorados….

terça-feira, 5 de julho de 2011

PENSAMENTOS


Solto um grito
No eco imenso
Com tempero de tristeza
Voz que não retorna
Em alma estilhaçada
Perde-se
No mar calmo
Tento agarrar
Esvaindo por entre os dedos
Continuando perdido
Penso como grito se abafou
Num dizer e clamar
Surdos
Querendo
Implorando
Até me deixar
Cair no mar
Onde a minha voz se perde
Restam-me pensamentos
Do meu gritar
Querer-te
E não me ouvires
E eu nas águas onde a minha voz
Se perdeu…

segunda-feira, 4 de julho de 2011

IMAGINAÇÃO


De braços abertos
Tento abarcar o Mundo
No alto do penhasco
Para estar mais junto do Céu
Vejo o horizonte
Mais perto de mim
E o vento passando
Trás boas novas do meu amado
Fecho os olhos
Imagino-o comigo
Que nem uma águia
Em seu voo alucinante
Continuo de braços abertos
Onde não há presas
Apenas querendo voar
Planícies
Vales
E subindo ao morro mais alto
Para depois em “looping”
Quase a tocar a terra
Voos rasantes nas estepes
Para voltar a subir
Como a minha imaginação voou
Mas eu continuo
No alto do penhasco
De braços abertos…

QUANTO CUSTA


Quanto altruísmo nosso
Pensarmos que somos melhor que ninguém
Atiramos pedras
Cuspimos
E somos nós próprios
Que recebemos
Tudo em troca
Estender a mão
Pedir perdão
Por vezes custa
Embora com uma alma sã
Mas com um EGO
Que valoriza demais as coisas
As situações
E ao pequeno deslize
Esquecemo-nos
De uma grande palavra
“PERDÃO”
Que custa muito assumir
Quanto mais dizer
Mesmo que não se tenha razão
E num dar de mãos
Completa-se o que tanto custou

Vou começar por mim
E se mais alguém me quiser seguir…
Estendo as minhas mãos
E com sentimento na alma
Sou o que sou
E com sinceridade
Se alguma vez magoei alguém
De olhos nos olhos
Eu peço “PERDÃO”

domingo, 3 de julho de 2011

APENAS SEI


Sei que é Amor

Quando olho para ti,
Sei que é amor
Quando sinto teu cheiro,
Sei que é amor
Quando penso em ti,
Sei que é amor
Quando sinto aquele friozinho na barriga,
Sei que é amor
Quando um passarinho canta enquanto caminho na rua,
Sei que é amor
Quando às vezes meu olhar se perde,
Sei que é amor
Quando uma música me traz lembranças,
Sei que é amor
Sei que é amor o tempo todo,
pois o tempo todo vivo de ti, sinto-te
Quando penso em algo para te dizer,
Só me vem à mente algo que me é tão certo,
Sei que é amor
definitivamente.