quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

DESPOJADO




Quarto vazio
A luz da manhã invade
Paredes tímidas
Onde as cortinas ondulam
De uma vergonha de nada

A porta fechou-se
Tudo está despojado
Até um cabide na porta
Não faz mais sentido

A brisa ecoa
E não existe ninguém
A paixão desapareceu
Num chão de inutilidade

Flutuam ao vento
Panos que marcaram tempos
Num quarto repleto de paixão…

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