sábado, 21 de janeiro de 2012

MÁSCARAS


MÁSCARAS

Falem de cara lavada
Desnudem-se
Até às entranhas
A festa já terminou

Tirem as máscaras
As pinturas
As palavras bonitas
Os gracejos
E os sorrisos

Vivam a realidade
A alegria
A tristeza
A cantiga
A dor

Vivam a amizade
O amor
O dar-se
O receber

Mas tirem as Máscaras
Porque a festa já terminou...

Fatima Porto in CAPAS

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TERRA SEM IDADE



…”Ah doces ventos nas palmeiras
Semeando tristezas nos corações
No ardente calor das almas dispersas
De mãos dadas com sabor a maresia
Onde a terra não tem idade
Nem rugas ou nostalgias
Apenas uma brisa quente
Chamada SAUDADE!”…

MENINA




Tu que foste
Um botão
Que desabrochou
Para o mundo
Onde pétalas
Uma a uma
Se abriram
Ao orvalho da manha

Te puseram espinhos
Que alguns cravaram
Bem fundo
Fazendo feridas
Que doeram
E ainda doem
Mas o teu perfume
É doce e simples
Como tu

A seiva que te
Alimenta
É Felicidade
E alegria
Mas por vezes
O chão seca
E a terra fica



Rega-a
Rega
REGA !!!!!

Não deixes que as
Tuas pétalas
Murchem
Para a Vida
Nem que caiam
Como o anoitecer

O beija-flor
Desaparecerá
Sem o teu encanto
E o teu perfume
Para não
Mais voltar

Menina
Transforma
As gotas do orvalho
Na chuva macia
Que banha
Teu corpo
Em noite de luar

Menina

Menina …


Poema dedicado à minha Amiga Bébé (Maria Galante)
Fatima Porto in CAPAS

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

EXPLOSÃO DE MIM




Raiva
Dor
Não quero que tenham dó
Sentimentos de mim
São pedaços perdidos
Rasgados

Fúria de mim mesma
Encoberta
Tolhida
Numa alma ferida
Consumida p'lo fogo
Até ser pó

Meus pés descalços
Feridos
De uma lama corrompida
Fazem-me cair

Mas não tenham dó
Dói
Mas a explosão é no fundo de mim...


Fátima Porto in CAPAS

UM COMPASSO|UMA DANÇA




Passo a passo
Num compasso
Lento e calmo
Segura pela cintura
Vamos ligeiros
Qual uma pena
Num sopro de uma criança

Giros e rodopios
Levantando a saia
Sensual
Mostrando a coxa
No entrelaçar de perna

Fazendo os corpos vibrar
Num abanar de cabeças
Sorrisos matreiros

Atirada ao chão
Com tal emoção

Que suave e meigo
Levantada e puxada
De encontro ao peito colar

Nuns passos mais apressados
Nossos corpos sacudidos
Separam-se
Sempre agarrados
Até à última nota
Da dança…!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BRILHO




…”No colo de minha solidão
Numa noite fria, sem luar
Enviarei para o céu
O brilho que são das estrelas
Que um dia a palavra Saudade tirou!”…

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….”A beleza da metamorfose
É quando um sonho se torna realidade
E com a sua simplicidade
Faz a nossa Alma sorrir!”….

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

FELICIDADE




Felicidade não tem peso
não tem medida
não pode ser comprada
não se empresta, nem se agarra emprestada
não resiste a cálculos, porque não é material
nos padrões materiais do nosso mundo.

Só pode ser legítima.

Felicidade falsa, não é felicidade, é Ilusão.

Mas se eu soubesse fazer contas na medida do bem,
diria que a felicidade pode ter tamanho,
pode ser grande, pequena,
cabendo nas conchas das mãos,
ou ser do tamanho do mundo.

Felicidade é sabedoria, esperança,
vontade de ir, vontade de ficar,
presente, passado, futuro.

Felicidade é confiança
é fé, crença
trabalho e acção.

Não se pode ter pressa de ser feliz,
porque a felicidade vem devagarinho,
como quem não quer nada.

Ser feliz não depende de dinheiro,
não depende de saúde,
nem de poder.

Felicidade não é fruto da ostentação,
nem do luxo.

Felicidade é desprendimento,
e não ambição.

Só é feliz, quem sabe suportar, perder,
sofrer e perdoar.

Só é feliz quem sabe, sobretudo, Amar !!

O MEU LIVRO




Em linhas mal traçadas
De saudade
Ou fantasia
Meu livro em tristezas
Escreverei um dia

Desgostos de minha alma
Penas de meu expiar
Chorar sem lágrimas ter
Quis dissipar da vida
Ainda dilaceram
Ferem

Escrevo em folhas
Dos dias do meu viver
Com tinta de sangue colhida
Tempestades destroçadas
Tanta dor sofrida

Esventro-me
Para alívio
De alma
Confesso calada
Em letras
Junto páginas de dor
Ao livro da minha vida …

CASTELOS




Doce imaginação
Em sonhos enfim
Cativa em meu castelo
Em lutas
Guerras
Gritando
E não me ouvindo

Meu castelo desvaneceu-se
Além no horizonte
Como o fumo de um cigarro
Ou nuvens num céu tenebroso

Ficam pedras
Recados
Mensagens
Como um náufrago não querendo afundar
Pedindo ajuda no meio do oceano

As pedras que restaram
Vou reconstruir meu castelo
Mais forte
Mais seguro
Para poder ajudar
Mesmo quem não me ajude

Não virarei costas
Meu Porto Seguro do meu Castelo
Como em tempos fizeram
Dou na mesma a mão
Assim quererem entrar
Estarei pronta a receber...

In CAPAS

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

AGRADEÇO A TODOS !!!



Numa semana juntaram-se a mim mais 10 seguidores
o que faz na totalidade de 110 !!!

Virá mais alguém atrás??


OBRIGADA !!!!




NÚMERO TOTAL DE VISUALIZAÇÕES DE PÁGINA
16.000....desde Abril/2011

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…”Lembranças do cheiro do café
Que me trás saudades
Pensamentos voam em nuvens
Num recuar à minha mocidade”…

.....




…”Tempestades em remoinhos
Pássaros nefastos sobrevoam em rodas
Não querendo que eu tenha voos altos
Mas meu querer é maior e mais forte
E erguer-me-ei até ao voo maior”…

TRAPOS SOLTOS




Tapam-se os olhos
Com farrapos de palavras
Atiradas ao vento
Sentindo sílaba por sílaba
Exclamações veladas

Sem ver um horizonte obscuro
Outros sentidos se apuram
Saboreando fel que outrora foi mel
Num tactear de expressões ingénuas
Pois a voz controlada, comanda

Não me tirem as vendas
Pois oiço, sinto, cheiro e saboreio
Tudo o que me rodeia….

domingo, 15 de janeiro de 2012

VITORIAS DIVIDIDAS



…”Pensamentos
De mesquinhez em raiva e ódio
A troco de uma vida de solidão
Com soldo de glórias divididas
Escondendo o rosto decomposto
Dando nome a vitima pois se quer”…

#.....#




…”Tatuagens de dor e angústias
Fazem soltar gritos sem ecos
Num extravasar da lava de um vulcão
Pois devagar se agita num fogo de solidão”…

PRAZER/DESEJO




Encontro da paixão
Perdidos em sonhos
Num abraço de desejos
Em beijos de quereres

Constelações de vontades
Inspirados em luar brando
Com estrelas quiçá a mais brilhante
De impulsos inquietos dos amantes

Noites de prazer
Entrelaçados em outra grandeza
Onde não existe limites
Para tamanho anseio

Sentimentos apetecidos
Num remoinho em chama
Clamando gritos abafados
Em horizonte sem fim

FOGO ARDENTE




Quero sentir o teu abraço
Num afago, quente e bom

Sentir o beijo no pescoço
Como carícias tuas

O apertar contra ti
Sentir teu corpo

O toque das mãos
Na pele que agonia esse sentir

Oh doce querer do desejo
Que provoca fogo ardente em nós…