segunda-feira, 25 de março de 2013

RUGAS DA VIDA




Os olhos fechados
Como quem cala as amarguras,
Deixando cair uma lágrima
P’las rugas, cravadas da vida

Alma que se esconde
Numa boca em silêncio,
De histórias que o corpo lavrou
Perdendo a conta dos anos

De panos negros envolta
Como a solidão das noites presentes
Abafada num passado remoto
Sem deixar cair um lamento

Onde vivem pensamentos de quimeras
Outrora tidos,
Sem queixumes de vãs lembranças
Num coração amordaçado
Na tristeza da Vida…


Fátima Porto
Texto registado e protegido pelo IGAC

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