sábado, 3 de setembro de 2011

AUSENCIA



Acendi um cigarro
Aguardando tua vinda

Noite suave
Breve encontro
Durante meu espírito
Vagueia

Sinto-me desprotegida
Tua falta
Me faz reflectir
Conforme
Fumo

Enroscado
O fumo afasta-se
Tu não surges ….

BEIJOS SEM PALAVRAS



Mergulhados
Alienação doce
Encantamento
Enleios
Ternuras

Corpos fixados
Transpirados
Em cheiros
Gozados
Calmamente

Abraços
Sem fim
Bocas onde beijos
Calam palavras ….

SONHANDO UM SONHO



Vontade querida
Sobre meu leito
Vigilante
Fantasiar

Por minha fresta
Invadires
E nos devaneios
Quedares

Corpos despidos
Nossos anseios
Desejos
Fusão de aromas
Gustação
Expandir-se

Um sopro tépido
Pela frincha
Contra meu corpo
Acordou
Meu devaneio …

TEU OLHAR



Pura sedução
De querer
Desejo
Vontade

Teus olhos
Falam mil palavras
Mãos
Percorrem
Trilhos meus

Deleito-me
Em teu olhar
Prazeres
Incontidos ….

A ESPERA DE TI



Meu corpo se consome
Para ti
Em ti
De tenções
Vontade

Mansamente
Aguardo
Deleitando
Em mente
Todo o meu anseio

Sofro porque afastado
Tua figura
Carinhos
E beijos ….

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

BRASEIRA ACESA



Chama
Acesa
Que agonia
Minh’alma
De desejos
Lentamente

Vivo
Num fogo
Por tua falta
Sem teus mimos
Beijos
Em lábios meus

Quero-te
Chama
De meu ardor
Pois sem tua figura
Desaparece
Ate ser cinzas ….

AGRADEÇO A PARCERIA COM = CARVALHO - O ASTRONAUTA PERALTA

SOMOS PELA METADE/INTEGRA
Paulo carvalho/Fátima Porto
02/09/1962

D’alma em chaga
Encanto no canto
Para a hipocrisia da Existência
Mas sou verdadeiro
Não velando afecções
Tudo pelo meio
Menos na Vida
A Preservo,
Os verdadeiros amigos, sinceros e às vezes
Severos. Abrem-nos os olhos,
Nós somos,
Meio Paz, Meio tragédia
Meio Arte, Meio Comédia
Meio Traste, Meio Desastre
Quem não o proferir
Não está dizendo justeza
Prefiro a sinceridade
Sermos pela metade
Austeros não há motivo
Todos divagamos na vida
Em mágoas
Angústias
Na afeição
Tão almejada
Pra tragédia basta a vida
Resta-nos a outra metade
Conceber e imaginar
Porque é bom agradar
Não sou de desgraças
Mas há realidades que doem
Não me declino a elas
Por isso eu sou de paz
Não conspiro
Nem tramo
Meus fiéis amigos.
Amo com a força, vigor e fervor,
Quando acontece uma fraqueza
Demoro a reagir positivamente
Mas, reajo e com justeza.
Agora me têm de espírito largo,
Clareza e acreditando na beleza do amor,
Não me considero poeta, me considero um observador,






Um Astronauta com sonhos,
com amor além dos valores



VULCÃO



Espírito
Que vais esmagando
Calmamente
Em irrupção
Suas labaredas
Activas
Devoradoras

Vai roendo
Mansamente
Meu peito
Ardente
Tua ausência

Ardo de anseios
Beijos
Enlaço teus
Como um vulcão
Somente
Atordoado ….

QUERIA TANTO


Ah como eu desejava
Ter alas e poder fugir
Sobrevoar
Lugares
Oceanos
Descobrir meus afectos

Abalem vendavais
Do meu trilho
Pois a minha tenção
É superior
Ninguém me vai impedir

Abalo em mente
Na fantasia
Vento a rasar em mim

De olhos fechados
Minha paixão finda ….

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DESCANSO



Repouso meu olhar
Na fantasia
Serena
Hesitando
Chamar-te

Fogem razões
Desejo afecto
Num olhar disperso
De ti

Cabeça queda
Minha mão protege
Tua carência
Ternuras
Beijos por afagar

Enquanto espero tua figura
Sossego na fantasia ….

RECADO PARA TI



Desejo redigir
Promessas lindas
Queridas
Bem fundo da minh’alma

Cogito
Considero
Imagino-te
Cingido a mim
Palavras não entram
Neste envolver

Para quê redigir
Se tua figura
Envolvimento
Murmuram melhor
Que mil palavras gravadas

Será só uma mensagem
Pra quando eu não aparecer ….

MARCADA



Estou condenada
Com roseiras
Cheirosas
Teu corpo
Que em mim soltaste

Existe um anseio
Imenso
Tua figura
Ardor
Afagando-me
Pois na minha solidão
Sinto-me gelada

Só teus estigmas
Rosas que não definham …

MAR DE CALMARIA



Com impresso da vida
Erigi minha barca
Para velejar em calmarias

Não tenho temor
De trovões
Nem clarões
Que possam ocorrer
No meu trajecto

Tudo em mim
É anseio
Vontade
D’uma ilha deparar
Para meu batel
Estacar

Tudo é sereno
Até igual em mim
Confiando por ti ….

CANTO À LUA



Meus cantos
São para ti
Perfeição sem par
Alteras
Génio de trovadores
Em perpétuos fantasistas

Cintilas teu luar
Conivente
Dos apaixonados
Mesmo passando tão distante
Encantas forças carentes

Clarões rugem no céu
Chuvadas
Trovoadas
Não afastam teu fascinar
Perduras bem no elevado
Seduzindo
Sonhadores e amantes ….

PERCO-ME DE TI



Primor de olhar errante
Pele delicada
Trigueira

Não deixo descobrir
Minha mente
Desejo só para mim
Cheirosos
De tua companhia

Que ninguém
Veja minh’alma
Está errante
Fantasiando
Desvarios maravilhando
Perdendo-me
No teu enleio ……

SEM VIDA



Deambulo
Na vida
Olhar vazio
Como vento que passa
Nada dizendo

Solidão oca
Meu corpo estremece
Procurando abrigo

Falar
Não consigo
Da minha tristeza
O mundo sou seu
Com dor
E sem vida …..

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

VIAJO DESPIDA DE MIM



Despida
De mim própria
Toco no reflexo
Por onde divago
Para outra extensão
Acaso,
Outro cosmos
De meu próprio devaneio

Vou fugindo
Subtilmente
Entre estrelas
Constelações
Almejava ser uma delas
Para meu fulgor
Refulgir

Mas o devaneio
Expira
Guiando ao planeta real

Olho ao espelho
Livre de mim
Num puro desvario ….

VOANDO NO DEVANEIO



Vem fugir
Meu devaneio
Conduzir em mim
Dissimular teu sorrir
Querer adorando
Vem esquecer

Dá-me o lado
Quero parecer
Pele amena
Teu contacto
Num tremor doce
No abalo
Da fantasia

Solta-te
Espontaneamente
Ao anseio
Do amor
Para bem próximos
Fugirmos no devaneio

domingo, 28 de agosto de 2011

PERFEIÇÃO



Queria ser exemplar
Dar todo o meu abraço
Um regaço tua cama
Meu peito o encosto

Apenas solicitas
Mulher correcta
Só em fantasia
Assim deparas

Todos contemos falhas
Mas pretendemos
Afeição
Autêntica
E integral

Nem no afecto
Há primor
Ainda bem que assim é
Desde que não subsista logro
Então é
Perfeição ….

SIGO-TE



Pela penumbra
Há um rasto de mim
Solidão
Ardor
Na calada da noite
Um brado que não se alarga
Sufocado



Espio teus passos
Inocente
Mélico espírito
Do meu durar

Não quero que calcules
Minha figura
Deambularei
À tua volta
Apenas para te ver

Por isso
Sigo-te ….

LETRAS E PALAVRAS DO CORPO HUMANO DESTRONADO



Por cada sentença dita
Forçada
Arrogante
Fica sem amparo possível

De sua tribuna
Impondo leis
Mascara-se
Nas ervas nocivas
Para incursão desleal

Cospe malícia
Dissimulando ser quem não é
Até um dia….

Tomba de seu pedestal
Engole sua própria malvadez
Ressequindo à espera
D’abutres que o idolatravam

Ossadas espalhadas
São restos
De ser destronado…!

PERFIL EM TI



Sem fingimento
Alma aberta
Coração sem chagas
Em dádiva
Constante

Quero teu semblante
Teu observar
Em minh’alma
Descuidada
De névoas
Mágoas

Entrega-te por completo
Num assistir
Doce e límpido

Tu assim almejas
Com teu perfil
Sem dissimulações …..!