sábado, 17 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

RECORDANDO...



Como o tempo passa
Sem darmos conta de tal
Apenas uma saudade no peito
Uma dor, um aperto

Queria voltar a sentir
O cheiro da terra molhada

Sentir a brisa do mar
Bem perto de palmeiras
Deleitando-me com o sol-pôr
Ao olhar o horizonte

Com minhas mãos segurar
Um pouco dessa terra amada
Que um dia deixei para trás
Reencontrar “velhos” amigos
E outros…
…Encontrarei um dia

Vou abafando as saudades
Nas minhas recordações
Rolam às vezes lágrimas
De dor e nostalgia

UM OLHAR




…”Mãos fechadas
Em olhares tristes
Que em vozes caladas
Derramam na alma
Sorrisos de lágrimas
Como a chuva que cai”…

À PROCURA




…”Um sol que se põe
Com cores quentes
Mar calmo sem fim…
Um olhar no horizonte
À busca de serenidade
…Sinto frio e estou só”…

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AGONIA



Raios clareiam a noite escura
O ribombar dos trovões
A tempestade reina
Estremeceu a terra

Ventos em remoinhos
Apertam minha dor
Luminosos raios cortantes
Esventram o meu ser
Agonizando o sofrimento

Ventos das profundezas
Em teus braços de júbilo
Levai-me para bem longe
Para sucumbir com minhas penas…

FOLHA CAIDA




…”Ventos do Outono
Esfriam minha alma
Levando com ele
Folhas caídas
Da cor do sangue
Igual ao de um coração
Que bate descompassado
Perdido no tempo”…

VIDROS PARTIDOS



Atrás do vidro partido
Está uma mulher
De olhar vago
Perdido na melancolia

O frio atravessa a janela
E rasga seu corpo
Com punhais de duas lâminas
Cravando à sua passagem
Como palavras ditas ao vento

Escorraçada na alma
Calcada no ser
Grita lágrimas que não tem
Trilha caminhos de dor
Mulher de olhar distante…

(...)

…Na solidão da noite
Ondas de espuma enroladas de tristezas
Espraiam-se na minha angústia…


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

À LUZ DA VELA



À luz mortiça de uma vela
Minhas lágrimas caiem

É choro abafado
Com alma que sangra
De palavras não ditas
Sob o olhar de uma vela
De chama trémula
Que finda aos poucos

Amanhece e chove
Molhando a janela
Do quarto da minha tristeza
Invadindo o meu ser
Tendo por companhia a solidão
Iluminada por tosca vela
Que se apaga lentamente
E minhas lágrimas vão secando…

VOAR EM NUVENS



Meus pensamentos livres
De alma aberta
Carregados de emoção
Voam nas asas do tempo

Gostava de ir com eles
Voar, voar
Em nuvens de imaginação
Sem tempo
Nem espaço delimitado

Oh quem me dera esquecer
E apenas passar
Para outra dimensão

(...)

…”Existe sempre um olhar
Que aguarda por nós
Sem medir o tempo da Saudade”…

SENTIMENTOS





…Pela brisa da manhã,
Flores perfumam a alma
E o sentimento de quem dá e recebe
No calor de um abraço…

AMIZADE



Na solidão de uma praia
Agarro a areia fina
Que se esvai
Por entre os meus dedos
Sobrando um búzio perdido

Senti-me também errante
Ao relembrar o passado
E uma lágrima rolou

Amigos perdidos no tempo
Achados na distância
Mas nunca esquecidos

Que não se quebrem os laços
Ao longo de tantos anos
Pela separação e destino

A Amizade foi árvore
Que plantámos
Para que nunca morresse

Que saudades
Da nossa praia distante…

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

RUGAS DO TEMPO



…Quantos anos de palavras
Foram lidas nas rugas do tempo
Por entre fumo ao vento
No branquear de cabelos

Perderam-se como por magia
Envoltos em roupas velhas
Em invernos de tristeza
Outonos de solidão…

FOGO NA NOITE



Ouve-se pela noite
Tristes sons
Súplicas de uma alma em fogo
Rasgadas de negras lágrimas

São gritos desesperados
De um tocador encantado
Que vagueia só
Abraçado à sua dor

A noite é sua morada
De uma solidão entoada
Num fogo que o aquece
Na fria alma de sua mortalha…

VEJO



....Por vezes meus olhos ficam a pensar
no que minha alma vê....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O PERDÃO



O meu perdão
Por sentimentos contidos, calados
Bem fundo do peito

O meu perdão
Pelas dores e angústias
Manchadas na alma

O meu perdão
Por palavras não ditas
Estranguladas no meu coração

O meu perdão
Por me levantar depois de cair
Mesmo faltando forças para prosseguir

O meu perdão
De lágrimas incontidas que turvam o olhar
Que ardem e corroem como fel

Perdão
Ao meu corpo cansado
Que tenha um sorriso e um pouco de Paz

(...)



..."Os beijos não têem distância, não se medem, não se pesam, apenas atirados aos ventos dos corações que recebem!...

MEU OLHAR



Desvio meu olhar
Para que calem no silêncio
Pois não quero mostrar

Olhar espelho da alma
Que não mede palavras
E mesmo em penumbra
De mansinho
Não se deixa ocultar

Visto meus olhos em pálpebras de luz
Quando apareces
Mas dispo-os para que não vejas
O quanto eles dizem
Calados

Fechei-os um minuto
Uma eternidade
Para não olhares…

QUERIA UM NATAL



Queria um Natal assim
Diante de tanta pobreza
Não fosse um dia só
Sorrindo
E minha alma chorando

Neste teatro da vida
Está incluído o Natal
Actores todos somos
A falsear nossa “roupa”

Queremos unir as mãos
Dar pão a quem tem fome
Mas só nos lembramos disso
Num só dia
Porque é Natal

Será que é utopia
Ter um Natal num ano
Ou apenas por um dia…

VOU ESCREVENDO



Palavras escritas
Que dou meu sentimento
De boca fechada
Deixo minha alma falar
Em folhas brancas
Salpico paixões

Mágoas tristes
Molhadas com lágrimas
Num registo inquieto
Nas palavras por dizer

Ah quem me dera ser poeta
Ter nas mãos as palavras
Que nascem na minha alma

Ah se eu fosse poeta
Largava meu coração
Aos ventos da imaginação…

CHUVA QUE CAI



Tombo em chão lamacento
Encharcado
Da chuva que cai
Molhando-me até às entranhas

Meu corpo desenraizado
Escorre em chagas
Que me perfuraram
Com finas lâminas de dor

Espio tormentos meus
Em remoinhos de angústias
Lavados pelas gotas que caiem
Para valetas sombrias…

domingo, 11 de dezembro de 2011

BALANÇO DE PÉTALAS



Balanço nos ventos
Uma esperança incontida
No perfume das rosas
Almejada em sonhos
Trazida em rios de alegria

Meus cabelos esvoaçam
Gritando ao mundo
Palavras que a alma sente
Atiradas em ramos de pétalas

Quero girar como a terra
Neste baloiçar de aves perdidas
Até às profundezas do mar…

ENTARDECER



Ao entardecer da vida
Aconchego-me a ti
Nos braços do mar
Em carinhos de espuma
Que fazem delirar
Sonhar tua presença

Uma voz nos búzios
Diz de mansinho
Quase em segredo
Que não estou só
Pois teu calor
É o sol que me aquece

Minha alma rejubila
Nosso acalentar espraia-se
Em nuvens de sedução…

OLHO O CÉU



Aguardo serena
Com saudades no coração
Que a lua brilhe
E traga a estrela mais linda
Aquecer meu coração

De desgosto
Meu semblante triste
Olha o céu
Que te traga de regresso
Até meus braços vazios

Quero ver em ti
Teu esplendor
Que me faz viver
E adormecer em sonhos
Tua presença em mim…